Dormir com alguém pela primeira vez

Palavras Somente.

2020.10.29 10:18 nofimnaime Palavras Somente.

Eu não aguento mais conversar comigo mesmo, e como não tenho mais pessoas para isso, essa é a melhor solução. Minha vida só desanda, e desde 2017 eu não consigo segurar as pontas, tive perdas que até hoje me doem, e escolhas nas quais eu me arrependo toda a noite antes de dormir. Consegui afastar esses pesos algumas vezes durante esse tempo, mas ele volta com mais carga, cargas atuais, e isso sempre vem a calhar na semana do meu aniversário. Mas esse peso não é a dor que quase me fez ser atropelado no meu aniversário ou a entrar em pânico na frente de um mercado. Uns meses atrás conheci uma pessoa, e eu naquele momento só queria sair com alguém, aproveitar uma nova amizade e ter aquele lance casual, era só isso, eu estava no meu canto escuro do quarto, já acostumado com esse peso no meu peito, e não queria mais dor de cabeça. E infelizmente eu conheci ela, eu não dava nada pra aquela desgraçada, as mensagens trocadas porém, me fez sentir algo por ela, aquele tipo de sensação "Ok, quero ser seu amigo", e desse jeito eu descobri que ela também não estava bem, tinha acabado de sair de um relacionamento complicado de 5 anos (3 anos de namoro, mas já sofria por 5 anos), e eu botei aquilo na minha cabeça, só queria ter uma pessoa pra conversar, conviver e aproveitar tudo que dava, e depois de uma longa espera de dois dias de conversa, resolvemos se encontrar, morávamos perto do outro, na qual no meio do caminho tinha um parque, perfeito meio termo para ambos, e quando eu vi ela, tudo que eu tinha montado sobre ela mudou. Aquele mesmo sentimento que você olha e admira aquela pessoa no trem, acha tudo incrível e pensa "e se...", o diferencial mesmo foi já conhecer ela, e a cada detalhe, conversa e risadas daquele dia, eu tive a infelicidade de nutrir um sentimento por ela... Não demorou muito para as coisas rolar entre a gente, tínhamos um entrosamento perfeito, e estávamos lá, indo pra minha casa no nosso primeiro encontro, e o que eu achei disso? Eu realmente tinha me apaixonado pelo brilho do olhar dela, o sorriso dela me trazia pás e a voz dela me acalmava, era tudo que eu queria até o momento, chegando lá ela me explicou que o ex relacionamento dela ainda pesava naquele momento, lógico que eu me desapontei um pouco, mas era apenas uma apaixonisse de momento, dava para reverter, e fiz o que tinha que fazer, falei que não iria servir de ponte para ninguém superar ninguém, acabou que ela dormiu na minha casa... Foi uma das melhores noites da minha vida? CLARO PORRA, E AINDA ELA FOI A PROTAGONISTA DE UMA DAS CENAS MAIS MEMORÁVEIS DA MINHA VIDA. No outro dia, conversamos ainda mais, e na dúvida que eu estava, esperei pelo movimento dela, pra mim tudo é um jogo, cada detalhe e ação conta, e o turno dela foi pedir um Uber pra minha casa, pra passar outra noite comigo, e ela estava incrivelmente linda... maquiada com uma delicadeza... vestido que abraçava a arte corporal dela... e a boca que porta o melhor dos sorrisos...
Foi nesse momento que eu cometi o maior erro de todos, depois de uma noite incrível (outra), eu falei que queria ela pro resto da minha vida, ela ainda estava afetada pela outra, mas o coração dela já sentia alguma coisa por mim, além do relacionamento passado dela, tinha a minha ex...
E então eu entro no meu primeiro inferno.
Sim, é isso mesmo que você está pensando, 4 dias de conversa e eu já estava pedindo ela em namoro, eu não conhecia ela direito, e muito menos ela me conhecia, só que aqueles momentos foram ótimos, e foram por bastante tempos, mesmo com autos e baixos, só que cada vez que ela deitava no meu peito, e a gente conversava fica mais nítido que os dois se amava, e saiu dela, o primeiro "te amo", na qual terei a dor de nunca esquecer, e foi assim que depois de 6 dias de conhecer ela, resolvemos entrar em um relacionamento, depois dela ter completado um mês de sair do dela, e eu de ter tentado incontáveis vezes de retorna com minha ex. Aliás, minha ex... todos nós temos problemas, e o problema dela sempre foi se depender demais de mim, morávamos juntos, e depois de perceber que a gente não daria certo, terminei e voltei pra casa, porém ela era destruída psicologicamente, uma vontade de suicídio constante, e eu tinha medo de isso se torna uma realidade, mesmo terminando com ela, a moça nunca deixou de ter minha importância, antes de sermos namorados, eramos amigos, e isso não acabou, sempre vou me importar com ela, como a grande amiga que ela é. E nossa protagonista não entendia isso, até tentou compreender a gente guardar por um tempo, mas ela queria nos anunciar para o mundo... E no começo eu não entendia o "pra que?" só tentava explica que isso poderia acabar com a vida de uma pessoa, e depois de uma semana nisso, se encontrando todos os dias com ela, resolvi conversar com minha ex. Expliquei pra ela o que estava acontecendo, e que eu tinha encontrado outra pessoa, que não queria perder o contato dela, sendo ela uma das pessoas mais importantes da minha vida, acabou que minha ex entendeu, e ficou ressentida, ela sentia muita coisa, e queria voltar... mas ela seguiu o caminho dela e me deu apoio, ela simplesmente me queria feliz, era só eu correr pro abraço da minha então amada e vocês teriam lido o começo de uma linda história de amor...
E então eu senti pela primeira vez a chama silenciosa do primeiro inferno.
A pessoa cujo eu já chamava de "Vida", não achou isso o bastante, mesmo já declarando nosso namoro, ela queria mais, pediu pra eu cortar contato com minha ex, vulgo melhor amiga, dizia que não daria certo e me pressionou a prometer isso pra ela, e nesse meio termo, eu tive que ver ela tentando reconstruir uma amizade com a ex dela e falhando miseravelmente no mínimo, mas BELEZA, segui deixando a minha ex de lado e fui construir o que eu queria com a pessoa que eu desejava, e nas primeiras semanas, foi maravilhoso, eramos a melhor combinação do mundo, dava pra sentir os outros casais invejando, a gente era mais entrosado que Romário e Bebeto, mais bonito que o sol se pondo em um céu laranjado, muito mais divertido que o todo o elenco dos Barbixas fundido com o Hermes e Renato, se você não entendeu que éramos incríveis, coloca todas as referências ao seu gosto que você vai entender. Só que eu descia mais para o inferno e não sabia.
Os outros níveis do inferno.
Todo mundo briga, não é nenhum erro discordar com alguém, e os lados se alterarem, mas o meu pavio estava curtíssimo... Eu não me aguentava, imagina então os erros das outras pessoas? E eu falava com ela o que me incomodava, e não era coisa básica do tipo "aí não gosto do seu sotaque" tava mais pra "você poderia falar menos putaria no meio da rua entre as pessoas?". E isso foi piorando, e eu não sou nenhum santo, muito pelo contrário, sei que errei de ter falado com ela daquele jeito, e então foi aí que o MEU jogo começou a trocar de estilo, eu percebi que tinha que mudar meu jeito, meu comportamento e minha forma de tratar algumas coisas. Sou explosivo, se tem que brigar, eu brigo, mas cara, eu não queria perder ela, e nessas foi me tocando que poderia ser melhor eu me trancar na fúria e dialogar na calma, e sim, eu me moldei a ela. Não, não errei só nisso, fiz coisas na qual eu não me orgulho e nem sei como aconteceu, porém, eu estava lá, ouvi o dela, e mudei, é um mérito meu, eu quero que você que está lendo tenha sua própria resposta para isso, pois a minha resposta é, não, isso não é um mérito, se você percebe que está errado, você muda, ok! Ok? E eu infelizmente não vou te dar um Plot Twist e falar que estamos vivendo lindamente, pois a gente desceu mais os degraus... No nível de começar a culpar o jeito no qual a gente conversava no whats para poder brigar, ela falava que eu era outra pessoa no whats, que respondia seco e era monossilábico, eu nunca vi isso, para começo de conversar, e ninguém nunca reclamou isso de mim, o que eu achei mais estranho, porém ela falou que outras pessoas que ela mostrava minha conversava concordava com ela, e tentei mudar isso, mandava mas áudio no intuito de ser mais confortável pra ela, e então chegou nosso primeiro mês de namoro...
Eeeeeh laiá, se quiserem numerar os infernos, fiquem à vontade, pois eu não tenho saco.
Eu sempre odiei isso, de mêsversario, maluco, ninguém quer saber que seu bebê feio está fazendo 8 meses, ou então seu relacionamento que ninguém liga está no terceiro mês, sabe quem se importa pro seu relacionamento, você e sua companheira, e... era importante para nós dois... pra mim pelo menos...
Chegou o cujo dia, e eu tinha planejado uma coisa simples, porém de coração. Vinho, uma pizza, janela aberta com iluminação da lua, era um momento especial na qual queria deixar ainda mais especial. Não falei nada, só deixei as coisas acontecer, e eu não sei por qual motivo, mas ela não estava me ajudando para isso (descobri depois o porquê) e meio que ficava "aí vc quer me ver ou não", meio que se não fosse óbvio que SIM, não só pela vontade de ver ela todo o dia, como pela data, e eu falava que queria, porém ela achou que faltou "vontade" nas minhas palavras, e resolveu ir em uma festa no dia que marcava um mês no nosso relacionamento, eu não acreditei, fiquei encabulado, cara, era nossa noite, noite na qual você optou por passar com pessoas que eu nem sabia quem era, e sem mais nem menos, e vamos discutir de novo... Mas dessa vez foi diferente. Fui na casa dela, já tínhamos conversado sobre o que aconteceu pelo telefone, ela falando que eu não fui direto e parecia sem vontade de ver ela, e eu explicando que não, e que ela cagou pra mim e foi pra uma festa como se fosse nada de mais... Acabou que ela me falou que estava muito cansada pra um relacionamento sério, e que achava melhor a gente dar um tempo, até ela se sentir confortável para estar em outro relacionamento... Tudo que eu queria, era não perder ela, concordei como um desesperado, porém falei que não iria aceitar algumas coisas, entramos em um consenso, e agora sim estamos felizes até agora, claro que não...
Depois desse episódio, resolvi me dedicar ainda mais, fazia tudo que dava pra ela, andava pra qualquer canto com ela, ia buscar, levava ela, talvez vocês nem acredita, mas eu mudei a direção do vento só pra ver o vento tirar o lindo cabelo dela da frente do mais belo rosto, e isso não foi o bastante. Ela buscava mais coisas para a gente discutir, com coisas do tipo "não se mexe no celular na companhia de alguém" é até verdade, mas dá pra você abrir uma excessões quando você passa o dia inteiro com a pessoa, mas eu aderi, e continuei me mudando por ela, era meu foco a melhora dela, e ter nossas alianças de volta "sim, eu comprei alianças, e ela tirou quando pediu o tempo". Mas foi aí que as coisas começaram a mudar pra mim, não vou esquecer que a gente passou mais um tempo de boas, mesmo depois dela ter pedido o tempo dela, a gente brigou muito, e nisso eu estava pensando "será que é bom pra nós dois?" só que quando a gente passava a tarde juntos, eu perdia esse pensamento, pois eu amava ela de verdade, cogitei terminar sim com ela, mas a gente conversava e se resolvia, porém foi nessa que eu percebi que só uma pessoa mudava, eu...
E então, chegamos no último inferno.
Essa epopéia estava no fim, e eu nem percebi, mas vamos logo para o último capítulo. Eu já conhecia a família dela, pelo menos a parte que ela sente alguma coisa, e chegou a vez dela conhecer a minha, meu irmão que tava em Brasília veio com a minha prima e era o momento perfeito, minha mãe ia preparar um almoço especial, chamou até minha tia e meu tio, tava tudo perfeito, só não esperava por uma coisa importante, ela não ir... Então vamos lá, bora começar uma semana antes, ela estava mal, se sentindo triste, fui na casa dela e troquei meu melhor amigo (que estava fazendo aniversário) pra ficar com ela, ele simplesmente me implorou para ir, e eu só falei "me ocorreu um imprevisto", era ela o imprevisto, e dei a força que ela precisava, beleza, no outro dia ela saiu com a amiga dela (coisa que me incomodava, já que a amiga dela incentivava ela ficar com outras pessoas, mas dessa vez, eu achei que ela precisava sair da casa dela). Só que ela ainda estava meio pra baixo, e no final de semana, especificamente sábado, resolvemos sair, ela com a galera dela, e eu com meu amigo que eu tinha furado, no domingo era o almoço, beleza, a gente conversou no whats e parou em um momento da noite, eu não me lembro do restante da noite, fiquei muito bêbado (e não, não fiz nenhuma merda de bêbado, só não me recordo de como eu voltei pra casa e que horas), acordei cedo, que é estranho, e antes mesmo de mandar mensagem pra ela, 6h ela me manda um áudio, falando que tava voltando pra casa da amiga dela naquele horário e que não daria pra ir pra minha casa conhecer minha família, eu fui destruído aí, mandei um "tudo bem", esperei até às 7h, fui no mercado comprar as coisas pro almoço, e foi isso, a cada pessoa perguntando, "Hey, cadê a sua Vida", eu simplesmente colocava um sorriso falso no meu rosto e falava "tá passando mal hoje, vai ficar em casa", no meio do almoço ela me ligou, e eu falei que fiquei mal com isso, e que não queria ver ela. E lembra que eu falei que via as coisas como um jogo, foi esse momento que eu pensei em desistir de tudo, o mais forte desse sentimento. Ela veio em casa, e me ouviu dizer que não queria mais aquilo, eu tinha cancelado trabalho pra ir ver a família dela, quando ela ficou na rua pra não ver a minha, mas eu fui fraco, aceitei as desculpas dela... A mesma pessoa que fala que desculpa não é uma palavra, e sim uma ação, e foi nisso que eu me peguei. E no outro dia, ela tinha uma entrevista de emprego online, na qual o entrevistador não foi com a cara dela (e ele foi babaca, ela foi incrível na entrevista), s acabou nela não passando, ficou devastada, e eu ainda meio chateado com ela, larguei de lado esse sentimento, e fui ajudar ela, comprei bebida, a melhor pizza que eu podia pegar (dominos é claro) pra ver ela levando o vinho que peguei pra beber com a amiga dela...
Ok...
Queria muito ver ela, e na sexta foi o dia, IRRAAAAAAAA, vou ver ela, e ela vai passar o dia comigo, vamos ter a melhor noite de todas e nada disso vai acontecer... Tirando a parte de ver ela, eu fui, e passei incrível 3h lá, a amiga dela falou que tava na bad, e pediu pra ela ir lá, e fodac eu. Mas até aí tudo bem, a garota lá precisava de uma companhia, acompanhei ela até um lugar pro Uber ficar tranquilo, e trocamos mensagem até de noite, quando ela resolveu sair... E sumiu... De madrugada (umas 5h) ela falou que a noite dela foi incrível, que conheceu um cara na qual conversou bastante, e que se divertiu muito, e isso foi as últimas coisas que ela me falou no final de semana resto de sábado, domingo e começo de segunda. Então começou a semana, fui entregar currículo já pensando "isso não está acontecendo" "deve ter uma resposta melhor", a única coisa que ela deveria fazer, era me valorizar depois da pisada de bola do almoço, e não contente, ela me pisa na com os dois pés depois, eu precisava entregar aqueles currículos, eles perderiam a data de vencimento, já que no outro dia eu teria 23 anos, e foi o pior dia do meu ano, eu tava visivelmente abalado, cheguei a vomitar no meio da rua, e mandei mensagem pra ela, pra saber se como estava, e ganhei um incrível "oi, c tá bem?". Cara eu já não tava legal, estava no meio da rua mal, e ainda ganho uma dessa, como se fosse um qualquer na vida dela, mandei um áudio pra ela, falei que não tava, que ela tinha sumido final de semana e queria conversar com ela, e sim, já ia com intensão do pior, colocar todas as coisas dela na minha bolsa, e com a pior das hipóteses já terminava ali, só que fui surpreendido... ela responde a porra do áudio com um "ah, não sei oq vc entendeu, nosso lance é casual, eu tive um final de semana cheio, virei duas noites, pipipipopopo" as lágrimas do meu rosto já estava deixando de existir com a falta de senso dela, eu simplicidade liguei e a única coisa que eu consegui falar foi "Eu desisto." Falei que ia encontrar ela e levar as coisas que estavam na minha casa, e pedi pra ela levar as minhas coisas (inclusive as alianças que ficou com ela), quando ela me chega, toda sorridente, fazendo sinalzinho com a mão, e eu não querendo acreditar, não sabendo se ela não entendeu a grandeza dos acontecimentos, ou porquê eu era só um qualquer pra ela, ela sentou na minha frente e disse "aí, eu não vou mais correr atrás de você... E blá blá blá" era uma realidade horrível, eu não estava acreditando que vivia aquilo, eu pedi minhas coisas, dei a dela, e disse tchau, e ela teve a pachorra de me perguntar se eu não ia abraçar ela, será que em algum momento ela percebeu minha expressão facial? Ela olhou pro vermelho dos meus olhos? Ou então notou o tom da minha voz? Eu cheguei em casa, destruído, e desativei tudo que poderia, graças a Deus eu ainda tenho pessoas que se importa comigo, e me ligaram, falei que ia me isolar um pouco e que qualquer coisa poderia me ligar. Foi a pior noite da minha vida, não dormi nada, e não aguentava nada, quando chegou as 7h da manhã, resolvi sair, chorando que soluçava, e fui para o parque, sentei no banco, e fiquei lá, quando a primeira pessoa me liga, me dando os parabéns (sim, era meu aniversário), eu não sabia oq falar e disse que tava ocupado, na segunda eu não consegui enganar, e percebeu minha voz de choro, falei que logo ligava de novo, e na terceira, eu desabei, era minha ex, a única pessoa que eu não esperava, ela sempre sabe quando eu não estou bem, e ela me deu um pouco de energia, me incentivou a ir pra casa, ver minha mãe, e sair com algum amigo, levantei animado, as palavras dela fazia sentido, até lembrar que a única pessoa que eu realmente queria a ligação não fez questão, e aconteceu uma das piores coisas da minha vida, eu simplesmente olhei para um carro na rua, e fui em direção a ele, a sorte que eu tive do cara ter feriado hoje eu vejo que é incrível, a sorte que eu tive de só ter subido em cima do capô dele e ver ele de tão perto atrás do parabrisa só mexendo a boca não entendendo nada que ele falava, sai de cima do carro e sentei na calçada, depois de uma longa conversa entre um grupo de pessoas, um cachorro e comigo mesmo, resolvi ir pra casa, lavei meu rosto e abri a geladeira, minha mãe tinha feito uma torta pra mim e comprado pizza pra fazer de noite, a minha relação com minha mãe é de mais ou menos pra ruim, porém naquele mesmo dia, foi ela que me viu chorar depois de me desejar sorte, sendo que quem eu chamava de "Vida" me deu o pior parabéns possível pelo Instagram.
Até hoje, dois dias depois do meu aniversário, ela não apareceu pra falar qualquer coisa, e eu realmente não quero ver a cara dela, pois eu tô destruído, até agora eu tô recebendo ligação e mensagem de pessoas que realmente se importa comigo, pedindo pra me ver, e eu não conseguindo, porque essa é a pior versão de mim, e eles merecem muito mais que isso, eu tô pensando em tanta coisa ruim agora, e minha mente tá conturbada tentando simular isso como se nunca tivesse acontecido, e eu realmente não consigo acreditar como esses poucos meses, destruíram tanto minha vida.
Você que leu isso até agora, agradeço muito por reservar esses minutos da sua vida pra esse texto, eu começar ele umas 23h da noite, e tô terminando agora 6h17, depois de parar algumas vezes, e me desculpa pelo tamanho. Eu só achei que precisava compartilhar isso com alguém.
Obrigado por ter chegado até aqui.
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2020.10.22 13:01 bergjensen33 Acabou? Talvez seja só um sonho que eu tento prolongar, ou aquele último restinho de pasta de dentes que eu tento espremer usando uma prensa hidráulica.

Eu conheci ela no meu ensino médio, ficamos mais ou menos uns três anos e meio. Ela sempre foi tudo pra mim, e eu não consigo me imaginar com outra pessoa, nem consigo imaginar outra pessoa se interessando por mim. Bom, tivemos uma história incrível, mas quando eu me mudei pra uma cidade meio longe ela resolveu terminar. Simples assim, na maior frieza. Continuamos nos falando e no dia da mudança ela me disse que tinha conhecido alguém e que não podia continuar falando comigo. Até aí eu não vi nada de errado. Mas, quando ela me disse que já estava com ele a duas semanas (ainda estávamos juntos nesse tempo) eu fiquei pálido, não consegui ficar de pé. Não conseguia nem chorar. Minha visão ficou embaçada, eu não conseguia pensar em nada, só sentar e nadar nessas sensações, com um grande "tuiiiiiiimmmm" nos meus ouvidos, olhando pro nada. Eu já estava a 26 horas acordado e em jejum, a viagem seria longa. Não comi nada, e quando tentei beber uma água, passei 45 minutos tendo espasmos como se vomitando, mas não saia absolutamente nada. No carro eu consegui dormir apenas 4 horas, e chegando lá eu comprei uma bebida e fui me afogar um pouco. Até que ajudou, conseguia não vomitar o álcool pois sabia que na quantidade adequada me nublaria a memória de todo tipo de coisa. No dia seguinte eu fui tentar comer um x-tudo na lanchonete local. Na primeira mordida eu já comecei com a merda dos espasmos de novo. Já estava a mais de 3 dias sem comer absolutamente nada. Eu QUERIA comer, mas não conseguia. Voltei a beber. Pra minha surpresa, eu recebo uma notificação no meu celular. Era ela, me dizendo que ninguém poderia ser igual a mim e que ela estava apaixonada por mim, e que ela nunca tinha nem visto ele e que só estava afim dele por causa do jeito que ele falava com ela. Meu olho se encheu de lágrimas, eu quebrei todas as minhas garrafas de bebida no chão, urrando como um doente. A vizinhança até hoje deve me achar louco por isso. Eu não consegui processar direito, certamente estava melhor que antes, mas ainda assim cheio de ódio. "Como vocÊ pôde fazer isso comigo? Eu sou um cachorro pra você? Um cachorrinho que você manda ir e voltar quando quer e como quer?" "N-não, """""""""""""""""""amor""""""""""""""""""", você sabe que nascemos um para o outro..." E continuou dizendo essas palavras doces e falsas até meu maldito coração de imbecil se amolecer. Não namoramos, mas ela disse que vai vir morar na minha cidade assim que tiver condições, que quer tentar algo sério comigo, como um noivado ou casamento. Sinceramente? Ela só quer alguém como eu pra dizer coisinhas bonitas e amáveis pra ela. Bom, tempo passa, ficamos como estávamos, mas dessa vez sem nos ver. Nos falávamos todo dia, jogávamos algo juntos, fazíamos intimidades em ligação. Mas eu notei que isso foi parando aos poucos. Só eu que falo eu te amo, só eu que digo bom dia e boa noite, ela diz que é o stress do trabalho, mas eu sinceramente não acredito. Ela disse que não está conseguindo responder ninguém por causa do trabalho, mas eu penso que deveria ter um pouco de prioridade. Minha pergunta é: Acabou? Devo me preparar? Já acabou a muito tempo e eu que estou relendo a mesma história tentando sentir o que sentia da primeira vez? Me perdoem pela muralha e pela falta de formatação, realmente não sou profissional em operar esse site.
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2020.10.14 12:19 DonaBruxa_Deyse Sobrenatural-Verídico

Preciso dividir isso com vocês! Relato de uma consulente que me procurou desesperada por ajuda espiritual. E irmãos de fé, me ajudem porque nunca lidei com isso não!
Eu ouvi todo o relato. Quanto mais ela contava, mais certeza eu tinha de que se tratava de SETEALEM!
Ela relatou que em maio, devido a pandemia e quarentena, sua família resolveu que seria melhor todos ficarem juntos no sítio dos pais dela, em Sorocaba. Disse que desde o momento que fazia a mala deles, uma sensação de que algo daria errado, pesava. Foi na gaveta do seu filho, que encontrou uma camiseta e um shorts que nunca, jamais vira antes. As roupas estavam sujas, eram velhas, encardidas e cheiravam mal. Nunca teve diarista em casa. Como poderiam aquelas roupas estarem ali? Perguntou pro pessoal e ninguém prestou atenção. Ninguém nunca presta. Naquele dia não estava a fim de começar a gritar tão cedo. Mas estavam todos estressados com os preparativos e ela sozinha pra fazer tudo, deixou pra lá! Enfiou as roupas numa sacola de mercado e deixou no chão, do lado da máquina de lavar na área de serviço. Ela, marido, a filha de 18 anos e seu filho de 5, saíram de São Paulo e seguiram pro interior. Durante a viagem, pra chegar no sítio, passam por uma estrada de terra. Seu filho de 5 anos disse algo que naquele momento não fez sentido algum: - Nem acredito, mãe, que estamos perto da casa do meu melhor amigo que ainda vou conhecer! Eles não deram atenção alguma pro menino. Minutos depois, ouviram um barulho como se tivessem passado por cima de algo na estrada e um dos pneus explodiu. O marido dela controlou o volante e estacionaram. Ele desceu e confirmou que o pneu tinha estourado. Ela pegou o celular pra avisar seus pais sobre o acontecido e que por isso atrasariam. Notou que não tinha sinal de rede em nenhum dos celulares. Não tinha no dela, não tinha no do marido, nem no da filha! Marido trocava o pneu e xingava porque ele nem queria ficar com a família dela! Nisso ela se virou pra trás porque percebeu que o menino estava acenando pro nada todo feliz! Sua filha começou a implicar com o irmão e disse: - Olha mãe, moleque doido! Começou já com as graças. Nisso o menino responde: - É o meu amigo! O amigo que vou conhecer. Olha mãe! Olhaaaa lá! Ela estava cansada, com fome, vontade de fazer xixi, sede e aquilo deixou ela mais puta ainda e nem se deu ao trabalho de responder os filhos. Pneu trocado, seguiram viagem na força do ódio. Uns quilômetros a frente, passaram por um posto de conveniência. Nunca vira esse posto antes. Não era a primeira vez que fazia aquele caminho. O sítio era da família desde que os avós dela casaram. Sua mãe nasceu ali. Ela foi criada ali e fez aquele caminho milhares de vezes desde bebê! Era um posto velho. Tão depredado que parecia estar desativado. Desativado se não fossem uns carros antigos também caindo aos pedaços estacionados em frente. Quem coleciona carro caindo aos pedaços?!?!? Comentou com o marido: - Meu amor, e esse posto que nunca vi na vida! Você viu?! O marido já exausto, responde: - Não prestei atenção! Mas se não viu antes é porque você é cega. Nem olha com essa cara porque você responde pra mim desse jeitinho sempre! Ela respirou fundo pra não começar uma briga ali... faltava tão pouco...perguntaria pro pai dela quando chegasse lá! E foi a primeira coisa que perguntou pro pai depois de abraçá-lo. O pai dela achou engraçado e respondeu que depois di galpão da firma tinha mais nada até chegar no sítio não. Tinha sim! Tinha porque ela viu! Mas também resolveu deixar pra lá esse assunto. A primeira semana foi uma maravilha! No final de semana seguinte, a irmã dela chegou com a família. A avó cozinha umas delícias. Os homens faziam churrasco e tomavam cerveja à vontade. O marido que não queria vir era o que mais aproveitada! A criançada brincava, pulava na piscina, corria livre, dormia e acordava tarde. Mas ela notava o filho dela meio aéreo, mais calado e não estava interagindo com os primos. Algumas vezes teve a impressão de ouvi-lo conversando/ cochichando com alguém mas quando se aproximava, ele se calava. Num sábado, resolveram fazer lasanha, mas faltava queijo, presunto, carne moída pro molho e extrato de tomate. Alguém teria que ir no mercado e pela primeira vez na vida, a filha dela se dispôs a buscar. A menina era habilitada há meses, dirigia por São Paulo, ia e voltava pra faculdade sozinha com o carro da minha cliente. E que perigo teria naquela estrada de terra, pouco ou nenhum movimento e ela iria até o supermercado mais próximo. O filho dela e os sobrinhos quiseram ir também e providenciaram suas máscaras e correram pro carro. Entregou uma nota de 100 reais pra sua filha fazer as compras. Ela me contou chorando que sua consciência pesa por ter pensado e falado pra irmã: - Graças a Deus, pelo menos por uma hora, teremos paz sem essas crianças gritando e correndo! A gente merece um pouco de silêncio sem filho gritando por mãe. A irmã dela riu e concordou.
Segundo ela, olhou no relógio na parede da cozinha, e faltava uns minutos pro meio dia.
O desespero estava pra começar!
Tinha passado uma hora desde a ida e nada dos sobrinhos e dos filhos voltarem. Resolveu ligar pro celular da filha e caia direto na caixa postal! Ligou dezenas de outras vezes e nada. Gritou o marido que estava na churrasqueira. Ele, o cunhado e o pai dela estavam bebendo desde às 8 da manhã. Quando ela relatou sua preocupação, eles não levaram a sério. Segundo os homens, as crianças logo estariam de volta...e foram beber mais. O coração dela apertou e lembrou do posto que vira na estrada, do filho acenando pro nada... não fazia sentindo, mas só pensava nisso. Tentou ligar mais vezes e como nada de atenderem, ela e a irmã pegaram outro carro e foram atrás dos filhos. De longe viram o carro que a filha dirigia encostado na estrada. Ela sentiu alívio por alguns segundos porque quando se aproximaram, o carro estava vazio. A irmã dela até aquele minuto parecia estar muito preocupada não. Porém, desceu do carro chorando. O carro estava parado sentido cidade ou seja, eles nem chegaram ao supermercado. Não tinha sinal deles! Sumiram! O celular não tinha rede, sem serviço e não tinha como pedir socorro ou ligar pra família. As pernas dela tremeram e caiu ajoelhada na terra rezando, pedindo a Deus por ajuda. Nessa hora, ela só lembrava que tinha sido ali que vira o posto de conveniência. Meio ao choro e grito contou pra irmã que vira o tal posto no caminho pro sítio. A irmã dela sem entender já gritou que nunca teve posto ali merda nenhuma. Minha cliente resolveu que iria encontrar o posto porque tinha merda de posto sim! O carro era da irmã dela que respondeu no gritou que não sairia de perto do carro, caso os filhos voltassem. Alguém tinha que avisar a família que estacavam em casa sem saber de nada! Entre gritos e mais choro, resolveram que a irmã voltaria pra avisar os outros e do sítio, ligaria pra polícia. Minha cliente esperaria no carro. Lógico que não conseguiu esperar e decidiu que procuraria por eles. Saiu com o carro que a filha dirigia. Dirigiu até o galpão da firma que tinha na estrada! Nada do posto. Fez o retorno, foi até o lugar que encontraram o carro abandonado e nada. Ela me contou soluçando que não era possível aquilo estar acontecendo. Desespero tinha atingido nível máximo! A irmã não voltava e a hora estava passando... e se ficasse noite?!?!? O que teria acontecido? Assalto? Sequestro? Nesse desespero fez o trecho até a firma, ida e volta, umas 5 vezes até cruzar com o carro da irmã. Vieram o marido, seu pai, cunhado e irmã. A avó ficou em casa, caso a polícia ou as crianças ligassem. Os homens bebados, ela e irmã histéricas! Ninguém se entendia. Depois de muita discussão quando tinham chegado à conclusão que o melhor era ir até a delegacia fazer um boletim, chega uma viatura com dois policiais. Ela tomou a frente e contou o ocorrido. Falou sobre ter visto por ali um posto de conveniência. Nessa hora os dois policiais se entreolharam. O marido dela emendou que ela era doida e que outra vez estava falando desse maldito posto. Um dos policiais, muito calmo contou que apesar de não existir nenhum posto naquele trecho, não era a primeira pessoa a relatar ter visto um. Sem contar muitos detalhes, falou que também não era a primeira, nem segunda vez que pessoas se perdiam e desapareciam naquela estrada! Os polícias pediram para que todos seguissem até a delegacia. Minha cliente e o marido, foram no carro encontrado na estrada e os outros, no carro da irmã. Na delegacia, um boletim de ocorrência foi feito. Mas todos os policiais ao ouvirem o relato, se entreolhavam de modo muito estranho. Só minha cliente notou. A polícia deveria esperar 24 horas após o desaparecimento pra iniciar as buscas! Um daqueles dois policiais que atenderam a ocorrência na estrada, disse baixinho pra minha cliente ficar calma que as crianças apareceriam. Porque todos tinham voltado de lá! Ainda na delegacia, ligavam de minuto a minuto pro sítio com esperança de receber boas notícias. Saíram da delegacia, por volta das 23 horas, ligaram mais uma vez pro sítio no caminho de volta. Nada! Ela e o marido não trocaram uma palavra...ambos choravam! Porém, ao estacionar o carro, ouviram as vozes das crianças e da avó. Ela sentiu um alívio e entrou na casa, agradecendo a Deus. Quando correu pra abraçar os filhos, paralisou. Impossível! Era impossível seu filho estar vestindo o shorts e a camiseta que ela tinha tirado da gaveta e deixado dentro de uma sacola deixada no chão da lavanderia, na sua casa em São Paulo! NÃO ERA POSSÍVEL!
Relato das crianças e da filha:
A filha contou que enquanto dirigia pro supermercado, viu o posto de conveniência, seu irmão, o filho da minha cliente de 5 anos, ao ver o tal lugar pediu pra parar ali! Ele pediu tanto, apelou usando “ por favorzinho” que convenceu a irmã a parar pra comprar tudo ali mesmo. O estacionamento da tal conveniência estava lotado de carros antigos. Seria melhor deixar o carro na estrada. Pensou que fosse um desses encontros de colecionadores de carros antigos. Nunca tinha visto nenhum daqueles modelos antes! A menina ainda relatou ter pensado em como alguém compraria ou colecionaria “uns trem” tão mal cuidado, caindo aos pedaços?!?!?!?!? Mas que só poderia ser coisa de”véi” mesmo. Entraram todos no estabelecimento e “bizarro” foi o termo usado ( pela filha dela) pra descrever o local e as pessoas! -Era um povo feio, tudo com pele amarela de doente, dentes podres, os homens e as sobrancelhas grossas e unidas... inclusive a de todas as mulheres! Até as crianças eram horrorosas... Crianças tinha fisionomia de velhas e sofridas! O lugar fedia! Fedia podre! Uma barulheira, todo mundo berrando, tocava uma música que ela não conseguia explicar. Era um ruído que estava grudado na cabeça dela. A música era um xiado fino, alto que dava a impressão de estar tocando dentro do corpo dela. A música machucava o seu pensamento. Era uma penumbra... uma luz que não iluminava e era difícil enxergar as coisas... ela tinha que forçar os olhos, piscar algumas vezes até distinguir os objetos ao redor. Objetos que nunca vira! Não dava pra imaginar a utilidade deles! Eram muitos corredores e prateleiras cheias de comida e coisas sem sentido! Enquanto se concentrava pra lembrar tudo que precisava comprar pra lasanha, a música dentro dela apagava as palavras. Ela fechou os olhos e forçou a memória... Talvez a força do seu pensar fez a música parar. Fez as pessoas pararam de gritar! Sentiu as maozinhas dos seus primos agarrarem sua mão e sua roupa. Ela sabia que estava chorando. Disse: - Mãeeeeee, fiquei com medo de abrir os olhos porque eu senti o peso daquele povo bizarro encarando a gente. Só abri porque ouvi um deles( referindo a um dos primos) dizer meu nome! Quando abri os olhos, meu irmão tinha desaparecido. Ele tinha sumidoooooo!!! Mãeeeeee, ele sumiu e não foi culpa minha... foi um segundo! As luzes começaram a piscar. Era uma luz sem cor, parecia que estávamos dentro de uma das fotografias daqueles binóculos da vovó! E as pessoas apontavam o dedo na nossa direção, gritando...eles gritavam sem mexer a boca: INTRUSOS, SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! VOCÊS NÃO PODEM FICAR AQUI, SAIAM DAQUI! Eu olhei pra uma senhora que estava bem próxima de nós e pedi ajuda. Contei que precisava comprar o que a mae nos pedira ... perguntei se ela tinha visto pra onde fora meu irmão. Mostrei o dinheiro! Ela riu!Quando ela abriu a boca sem nenhum dente, senti um bafo tão podre que o vômito quase saiu! Os primos estavam chorando, tremendo agarrados em mim! Comecei a chamar ele ( irmão/filho 5 anos)... e os bizarros, outra vez começaram : INTRUSOS, SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! VOCÊS NÃO PODEM FICAR AQUI, SAIAM DAQUI!
Eu não conseguia me mexer. Não dava pra andar!
E a música entrou em mim outra vez, mais alta e barulhenta! Minha cabeça doía e achei que desmaiaria. Nunca desmaiei... nas sabia que estava pra cair dura no chão! De repente, mas um de repente que pareceu horas, meu irmão aparece de mãos dadas com um bizarro tamanho criança. Ele veio dizendo que era o amigo que ele disse que conheceria aquele dia no carro no futuro. O bizarro chegou perto da gente dizendo que também me conhecia! Que já tinha falado que ( o filho de 5 anos) deveria fazer comigo o que (ele, bizarro!) tinha feito com a irmã dele! Eu puxei ele( apontou pro irmão) pra perto da gente! Mãe, ele não queria vir com a gente! Disse que ficaria com o amigo lá. Aí eu fiquei louca, fui arrastando todo mundo pra fora! O bizarro amigo dele, disse pra eu não falar alto porque “O ALGUEM”poderia acordar e pegar a gente pra ele! Eu mirei o rumo da porta, comecei a correr, as crianças também e o bizarro atrás da gente. Tinha escurecido. Era noite! Tinha neblina, um frio que esfriou meus ossos. Daí a gente correu muito! A gente corria e não chegava nunca até a estrada! Mas quando conseguimos, eu olhei, eu pisquei pra ver melhor e o carro tinha sumido. Sumidooooooo! O carro não estava mais lá! Sentamos no meio fio, meu irmão chorando porque queria voltar pra ficar com o amigo, os primos pedindo pela tia! Eles tremiam e batiam os dentes de frio! Entrei em pânico,porque como eu explicaria que perdi o carro, não comprei as coisas! Foi aí, que vi você mamãe, passar na nossa frente dirigindo nosso carro. Gritamos, corremos atrás de você, acenamos e você não olhou! Você não ouviu a gente gritar! Maeeeeee, você foi e voltou, foi e voltou, foi e voltou! Depois passou a tia em outro carro com o pai,o vovô e o tio! Mãe e tia, vocês nos ignoraram na beira da estrada. E aquela peste do moleque bizarro, de longe morrendo de rir da gente e gritando BEM FEITOOOOO! Como se não bastasse tudo isso, começou a ventar forte e a tempestade começou a cair. Ficou mais frio e a gente não conseguia respirar de tanta água que caia. A solução foi vir a pé, estrada escura, com chuva...Andamos até aqui!
OS SOBRINHOS:
-A gente ficou com muito medo! - Eu fiquei com tanto, tanto medo que fiz xixi na calça. -Eram monstros! - Eles queriam comer a gente! -Você não viu?!?!? Eles iriam picar a gente pra vender como carne moída! -Sera?!? E choraram muito. Ainda não conseguem dormir sozinhos em seus quartos. A luz tem que ficar acesa! Quando dormem, têm pesadelos e acordam aos berros!
O FILHO DE 5 ANOS:
-Mãe, foi legal. Sabia que meu amigo morava ali? Eu disse! Ele me visitava as vezes nos sonhos. Mesmo quando eu sonhava acordado e de dia! Hoje, a gente brincou de esconde-esconde e pega-pega!Fui na casa dele e comi comida lá! Sujei minha roupa de sangue e a mãe dele me emprestou essa. Essa roupa é do meu amiguinho! Ela falou que vai lavar a minha e depois trazer aqui pra você! Me convidaram pra ir lá outras vezes, passar as férias. Falei que pediria pra mamãe e pro meu papai! Foi super legal e meu amigo disse que já tinha me visto lá no futuro muitas vezes e que morarei com eles pra sempre! Pra sempre é muito tempo? Posso, mamãe? Deixa, por favorzinho?Por favorzinho? Eu convidei ele pra vir aqui amanhã brincar comigo, tá? Se você falar com a mãe dele, ela poderia deixar ele dormir aqui, né?!?!? Deixa, por favorzinho... diz que sim, mamãe!
Voltaram TODOS PRAS SUAS CASAS EM SÃO PAULO no dia seguinte, assim que o dia clareou. Os pais dela colocaram o sítio à venda e moram com ela, por enquanto. Minha cliente acredita que existe um lugar além. Ela tem certeza absoluta e provas disso! Está apavorada. Seu filho fala, brinca, canta, dá gargalhadas e afirma que o amigo está ao lado dele! Assim que entrou na sua casa em SP, correu até a lavanderia. Ela encontrou as roupas que seu filho usava no dia do sumiço. Estavam dentro da sacola, ao lado da máquina de lavar!
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2020.10.13 07:10 TapperTotoro Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 5/365

Uma espécie de diário aberto: Tinha vezes em que eu não queria ou voltava para casa.
Olá!
(Editado: comecei a escrever há mais de três horas (usar atrás nesse ponto configuraria redundância lol) e agora que terminei, vejo que o texto é enorme. O próximo será mais curto, prometo!)
Para colocar em perspetiva: tudo isso aconteceu no meu último ano de casamento, e nessa mesma altura, os pensamentos sobre acabar com a minha própria vida ganharam tamanha força e se a minha ex-esposa não tivesse ficado grávida do nosso segundo filho, tenho a certeza de que não estaria por cá hoje. Ele, o meu segundo Príncipe, foi um dos gatilhos para a minha decisão de lutar pela vida.
Em 2018 aconteceram imensas coisas e mudanças na minha vida, começando pelo caos no início do ano após perder o trabalho porque os serviços de fronteiras e estrangeiros de Portugal cometeram um erro relativo à caducidade do meu cartão de residência (deveria caducar em Agosto, e eles colocaram Fevereiro - o documento tem a validade de 5 anos, o meu teve 4 anos e 6 meses apenas), e por conseguinte, estar impedido de trabalhar (por conta própria ou de outrem), seguido do facto que eles obrigaram-me a renovar o meu passaporte que caducava em, na altura, mais ou menos seis meses (para cidadãos Angolanos isso implica duas coisas: ou gastar mais de dois mil euros para viajar para Angola e tratar dos documentos ou pedir para alguém que tenha uma procuração para tratar, apostilar e autenticar em vários órgãos governamentais Angolanos e Portugueses em Angola tais documentos, coisa que demora pelo menos 2 meses).
Segundo, o piorar da relação "juridico-afetiva" porque mesmo com todas as coisas que aconteciam na minha vida, a minha ex-esposa acusava-me das coisas mais absurdas (se ela sonhasse com algo que me envolva com outra mulher a culpa era minha; se uma mulher na rua olhasse para ela de forma fixa era porque tinha alguma coisa comigo mesmo quando ela saía sozinha; discussões e acusações de que ela era vítima por parte da família dela acabavam sempre com o "eu só não faço porque o Aladino não gosta" - nota: esforçava-me para estar com a família dela, mas havia dias em que preferia não estar porque não são as melhores pessoas do mundo, mas nunca a proibi de ir, mesmo sem mim, mas ela sempre disse que não ia porque eu não queria ir ...).
Tudo isso e mais alguma coisa me fez me focar imenso em começar a trabalhar num projeto pessoal enquanto estava proibido por lei de exercer alguma atividade laboral remunerada por causa dos meus documentos de residência que, mesmo que erradamente, estavam caducados. Então atirei-me de cabeça para um projeto literário para editar e publicar obras de outros autores sem cobrar absolutamente nenhum valor monetário. Como é que pretendia ganhar dinheiro com isso? Por cada cópia das obras artísticas que o autor vendesse, eu ganharia 5% e outros 5% iam para um fundo para ajudar tanto os autores quanto outras pessoas que precisassem de ajuda, 10% o autor tinha a opção de investir para criar "merchandise" e os restantes 80% revertiam integralmente para o autor, afinal, ele é a pessoa mais importante no projeto que tinha. Além disso, também tinha alguns pequenos investimentos que me ajudavam a suportar as despesas mensais ...
Aos poucos fui ficando mais reservado pois sentia-me traído pela minha ex-esposa depois de ter pedido em várias ocasiões para que ela não me usasse como escudo para as guerras dela e para que parasse de falar dos meus projetos e problemas ou questões para outras pessoas, coisas estas que só diziam respeito a mim e à ela. Ela prometeu-me também em várias ocasiões que não o faria (por incrível que pareça, as mesmas pessoas que eu não queria que soubessem das coisas, não sei com que intuito, conversavam comigo a falar sobre tudo o que faço, e também sobre as que não fazia eu a ideia que fazia, mesmo sem ter eu contado nada, exceto para a minha ex-esposa), mas por amá-la imenso, não me chateava ou discutia. Na verdade (só) discuti uma vez, pois prefiro sempre estar calmo e conversar do que me exaltar ...
Isso fez-me adotar um ciclo que se tornou mais vicioso do que era: acordar, trabalhar, estudar e quando me lembrasse, comer. Era (quase) tudo o que fazia. Não havia nos meus dias espaço para lazer para mim, não havia espaço para falar com amigos (ou poucos que restavam e que não sucumbiram ao veneno dela ou não pararam de falar comigo por causa dos ciúmes dela), não havia espaço para viajar e estar com a minha família; nada extra, somente acordar, trabalhar, estudar, comer, tentar dormir.
Aos poucos o projeto começou a dar muito certo, e como não tinha dinheiro para contratar alguém para me ajudar, tampouco podia por causa da situação dos meus documentos; comecei a fazer mais coisas, como ir à reuniões com possíveis autores e com os que tinham obras comigo para editar e publicar, conhecer instituições com as quais queria ter parcerias, salas e auditórios para o lançamento das obras que editaria e publicaria sob o selo do projeto, enfim, uma infinidade de coisas que não conseguia terceirizar. Além das imensas chamadas telefónicas e emails, tinha de ir presencialmente a muitos lugares, recebia muita gente em casa também (onde tinha o meu escritório) e muitas das vezes tinha de ir para lugares que só funcionavam ao final da tarde e noite (na maior parte das vezes era porque eu só conseguia ir para lá ao final da tarde mesmo).
Por algum motivo, a minha ex-esposa tinha ciúmes disso e as pessoas diziam que andava a traí-la, tanto que ela visitou "bruxas" ou pessoas que "têm visão" e que diziam que era isso que eu andava a fazer sempre que recebia uma mulher em casa (eu sou "bissexual" e as pessoas com "poderes sobrenaturais" nunca afirmaram que eu a traí com homens, só com mulheres), mas não me importava com isso pois tinha a minha consciência limpa. O cúmulo foi quando alguém disse que me viu num lugar com uma mulher qualquer quando estava em casa a dormir, e ela minutos antes saiu de casa para ir às compras e deixou-me a dormir e era fisicamente impossível eu estar naquele lugar (não existe maneira de sair em menos de 10 minutos do ponto A até ao ponto B quando a distância entre ambos é de mais de 20 quilómetros e só existirem estradas muito movimentadas e com limite de velocidade de 60 Km/h nessa mesma área). Nessa ocasião, depois de já termos tido vários momentos em que ela gritava comigo por ciúmes (ou simplesmente por algumas vezes dar eu prioridade às coisas que faço em vez das dela - para colocar em perspetiva: 80% do meu tempo e dinheiro foram gastos com e para ela, 19% com os meus filhos e o restante 1% era para mim e para os meus amigos e outros familiares, isso desde que me mudei para Portugal em 2012) ela preferiu acreditar na pessoa que disse que me viu na rua com uma mulher qualquer. Simplesmente cansei-me de (tentar) explicar e voltei às minhas coisas (nota: não é muito fácil eu ser confundido com outra pessoa, primeiro porque sou extremamente alto, e segundo porque eu tinha o cabelo cor de prata na altura e não corto a barba numa tentativa de fazê-la crescer, coisa que se tem mostrado infrutífera para a minha deceção heheheh).
Os dias em que eu saía de casa, conduzia sem destino ou estacionava o carro num lugar qualquer e caminhava sozinho, voltando para casa somente no dia seguinte.
Depois desse episódio absurdo, passei e ligar cada vez menos ao que as pessoas diziam sobre mim, inclusive ela, a minha ex-esposa, pois nada disso me estava a fazer bem, e sempre que o ambiente em casa ficava insuportável, eu saía de carro sem destino, sem atender o telemóvel ou ver as mensagens, eu simplesmente queria estar sozinho com os meus pensamentos e tentar entender o porquê de mesmo não fazendo nada de errado, estar sempre errado. Todo esse caos junto com o luto pela morte do meu pai que só consegui fazer depois de me divorciar, arrastaram-me para o fundo do poço da saúde mental, não havia um dia em que eu podia parar para estar com ela sem que começasse tudo bem e se alguma pessoa afirmasse alguma coisa que não fiz, ela simplesmente acreditava nelas mesmo não dando eu motivo para tal. Ou terminavam mal quando ela queria sair e eu não podia/queria ir com ela, ou se fosse, não fizesse tudo exatamente como ela queria que eu fizesse.
E esses dias terminavam comigo a ouvir os gritos dela, com ela a gritar com o meu primeiro Príncipe por coisas absurdas, com ela a chorar e a pedir desculpas e prometer que mudaria e não mais gritaria pois eu odeio gritos por causa da minha infância e ela sabe disso desde que nos conhecemos, e afirmava isso sempre que pedia desculpas; mas o dia seguinte era só uma "reprise" do dia anterior mas mais intenso pela negativa ... a única saída para mim era sair de casa sem destino, ir até ao mar algumas vezes e deixar que o mundo lavasse a minha alma e mente, mas estava errado. Ninguém sobrevive ao caos se não sair dele definitivamente e afastar-se da variável que é a ignição do caos. Eu só percebi isso num dia em que saí de casa de madrugada e numa estrada reta fechei os olhos (não para dormir, mas fechar para não ver o mundo mesmo) e acelerei o máximo que pude. Eu queria ver até onde é que conseguia ir se não visse nada, ou o que aconteceria se tivesse um acidente, mas alguma coisa fez-me abrir os olhos.
No dia que precedeu o em que fechei os olhos enquanto condizia, a minha ex-esposa voltou para casa a chorar em desespero com uma carta (é assim que se chamam dos documentos ou faturas que chegam por correio aqui em Portugal) aberta na mão, e eu soube logo que ela estava grávida do nosso segundo filho, mesmo não sabendo que ela tinha feito o teste ou que suspeitava disso. Soube porque a reação dela foi exatamente igual quando ficou grávida do nosso primeiro filho. Novamente eu sorri e fiquei super feliz apesar de ter, durante o ano de 2017, dito que não queria ter outro filho (ela disse muitas vezes para mim e para outras pessoas com quem estivemos que queria ter outro filho). Abracei-a e limpei as lágrimas dela, disse que estava tudo bem e que teríamos o filho e ela disse que chorava porque achava que eu não quereria que ela tivesse a criança (porque ela contou para outra pessoa antes de me ter contado que estava grávida e esta disse que eu diria para ela fazer o aborto, mas eu sou pró-vida e sempre disse para ela que apesar de não querer, nunca recorreria ao aborto caso ficasse grávida novamente pois todas as vidas são preciosas para mim). No momento não dei importância para esse pequeno facto pois estava tremendamente feliz ... E meses depois, quando a nossa relação chegou no ponto de rotura, soube que ela planeou a gravidez e que usaria isso para prender-me à ela e "salvar" a nossa relação.
Foi um dos piores sentimentos que tive ao ouvi-la a dizer isso ao telefone enquanto falava com a nossa gestora de conta bancária. Ela nunca soube que ouvi essa conversa (acho que achou que eu estivesse no escritório no piso superior de casa e ela estava na sala no piso inferior e do corredor dá para ouvir quem fala na sala, mesmo com a porta fechada). Depois disso, outra pessoa mandou-me uma mensagem a dizer a mesma coisa, e perguntou porquê é que eu queria que ela ficasse grávida só para salvar a nossa relação ... Nunca respondi essa mensagem. Nunca contei para ela que sei de coisas que fomentaram o meu dizer "sim, aceito o divórcio" quando ela pediu o divórcio a meio da gestação do nosso segundo filho (o divórcio também era mais uma jogada dela para "pressionar-me psicologicamente"). As pessoas que se importam comigo até hoje mandaram-me áudios, prints das mensagens trocadas onde ela dizia as coisas mais absurdas e partilhava os planos que tinha para preservar o nosso casamento e manipular-me psicologicamente; cheguei inclusive a entrar para as contas dessas pessoas com a autorização delas só para ver que os prints e áudios eram reais e recebidos das contas que ela usa. Mas o meu "sim" para o divórcio, foi mesmo quando uma das pessoas da família dela disse, numa conversa telefónica, que se me visse na rua atropelar-me-ia por estar eu a pedir o divórcio numa altura em que ela estava grávida, entretanto, quem pediu o divórcio foi ela, depois de sem eu saber ter ela ido ao advogado tratar dos papeis, e para todas as pessoas que ambos conhecemos ela disse que fui eu a pedir o divórcio e a tratar disso (os agendamentos com o advogado).
No início do ano corrente (2020) confrontei-a com esse facto último, pois por alguma razão ela andava a tentar controlar a minha vida mesmo depois do divórcio e disse na minha cara que fui eu quem pediu isso (o divórcio) e que só estamos divorciados porque quis e pedi isso. Foi a primeira vez que ela disse essa mentira para mim, e fiquei chocado pois ela acredita nas próprias mentiras que cria a ponto de contá-las para mim com se fosse verdade. Mandei para ela as mensagens do dia em que ela avisou que estava marcada a reunião com o advogado para tratar dos papeis do divórcio, e na mensagem seguinte pergunto: O quê? Divórcio? Que divórcio?
Ela nunca respondeu a mensagem em que a confrontei com o facto de que foi ela quem pediu o divórcio, não contei outro facto sobre coisas que sei dos planos ardilosos engrenados por ela; e acho que nunca contarei. Só espero que os meus Príncipes sejam fortes o suficiente para lidar com ela até a maioridade, e que ela não os manipule da mesma ou de outra maneira.
Depois do divórcio, nunca saí de casa sem destino, nunca mais discuti com alguém ou me exaltei, vivi na rua e tive crises de ansiedade graves, fiz medicação para a mente, fui acompanhado por psicólogos e tive de ir à polícia apresentar uma queixa de violência doméstica (mesmo depois do divórcio, qualquer tipo de violência psicológica ou física por parte de um ex-conjugue configura violência doméstica aqui em Portugal e pelo que me lembro das aulas de direito que tive no secundário, em Angola também), mas tudo isso foi parte do processo para poder sair definitivamente do buraco da depressão ...
Para todas as pessoas que estejam a viver algo parecido, a melhor saída é mostrar para as pessoas que fomentam o caos da vossa vida que elas são o mal que vos afeta a ver se elas percebem o mal que fazem, mas tentem o máximo que puderem, caso as coisas não mudem ou comecem a piorar, simplesmente afastem-se delas, definitivamente ou não, mas afastem-se, pois a saúde mental degrada-se imenso e se passamos o ponto de rotura, as consequências podem ser desastrosas. Nada nesse mundo vale a perda de uma vida, nada nesse mundo é precioso o suficiente para poluir a nossa saúde mental a ponto de todas as coisas e pessoas se tornarem só objetos animados que nos rodeiam. Afastem-se de tudo e de todos os que fazem mal com consciência dessa maldade. Amem ao máximo, mas afastem-se.
Com carinho;
Aladino.
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2020.10.03 17:48 blueniqu3 Devaneiando desde criança

Eu sempre fui muito quietinha. Sonhava acordada nas horas vagas, e gostava muito de fazer isso. Lembro que quando tinha uns seis anos, minhas horas favoritas eram a ida, e a volta da escola; 15 minutos a pé; 15 minutos que eu poderia entrar em meu mundo alternativo, onde tudo era muito melhor. Onde eu era muito melhor. No início meus devaneios eram movidos pelo próprio movimento, gostava de acompanhar minha mãe nos lugares a pé, ou com meu pai de moto, e adorava quando os caminhos eram longos. Lembro que na maioria das vezes eu andava olhando para o chão, para me concentrar, e minha mãe sempre me perguntava o que tanto eu "pensava"... Nunca disse a ninguém o que realmente se passava pela minha cabeça, então dizia simplismente que eu "estava tentando imaginar como era feito o chão", eu era uma criança, então ela simplesmente achou muito engraçado, aliás, ela conta isso até hoje. Não lembro uma época em que eu não tenha simplesmente, saído um pouco desse universo e fantasiado com o meu, parecem até memórias reais as vezes. Bom meus devaneios aos seis anos eram infantis, mas eu cresci, e eles cresceram comigo. Lembro que aproximadamente aos 11, 12 anos, eu já não precisava mais "sair" ou ir dormir, para ter meus devaneios, a música e os fones entraram na minha vida. Eu entrava no quarto, fechava a porta, colocava os fones, e pronto... meus devaneios se tornavam mais reais ainda. E claro, novamente eu fui questionada pela minha mãe, "o que tanto você faz andando de um lado pro outro dentro desse quarto?" Não era algo que tinha uma explicação, e mesmo que tivesse, me parecia vergonhoso admitir, eu pareceria boba demais... não? Então inventei outra desculpa, e dessa vez não tinha nada a ver com o chão, "estou dançando". Ela acreditou, e novamente achou engraçado, muitas vezes quis me colocar em aulas de dança, e como eu "dançava" muito (ou seja devaneiava) ela insistia. Mas eu não gostava de dançar, nunca gostei, era apenas uma pequena mentira que tive que carregar. Mais uns anos se passaram, e cá estou, junto com meus devaneios. De manhã, a primeira coisa que faço é pegar os fones, pelo menos meia horinha... não gosto de ser interrompida, então prefiro quando não tem ninguém. Talvez eu tenha virado expert no assunto, as vezes nem preciso de música, ou de movimento, é só me concertar um pouquinho e minha mente já não está mais aqui. Contando assim, parece muito estranho, mas eu convivi com isso a minha vida toda, e para mim é natural. Meus devaneios me fazem companhia, e por enquanto são inofensivos, as vezes me fazem atrasar cinco ou dez minutos, e as vezes me fazem optar pela "solidão" mas não me atrapalha de verdade, tenho amigos, hobbies, e uma ótima relação com minha família por exemplo... ninguém diria que eu me ausento de vez em quando. Porém as vezes eu tenho medo... medo que meu mundo alternativo me atraia mais que o real, que eu crie expectativas em cima de algo que não chega aos pés do meu pensamento fantasioso. Criei muitas histórias, esboços de livros, pequenos contos, baseado em tudo que já imaginei, é tão real!!! Meus personagens se alternam em pessoas que conheço, e que nunca vi... as vezes minhas histórias são curtas, ou podem ser longas, e o sentimento, esse também é real, as vezes imagino coisas tristes, e quero chorar, mas as vezes me coloco como uma corajosa, e me dá vontade de pular de um prédio... Obviamente não vou fazer isso, pois eu tenho noção, que nada disso é de verdade. Um dia, navegando pela internet, descobri o nome de quem tanto me acompanhou... "devaneio excessivo" Procurei, li e reli relatos, vi videos, e me encontrei ali. Algo que eu sempre achei que fosse meu lado bizarro era mais comum do que eu pensava, e isso me abraçou de certa forma. Não quero uma "cura", pra falar a verdade, não sei se quero abandonar meu outro mundo, não tem nem como. Eu queria... não sei, acho que me entender de certa forma, queria fazer algo que nunca fiz, contar a alguém.
Eu não imagino como o chão é feito, eu não danço, eu simplesmente devaneio.
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2020.09.30 11:07 OkamiSeikatsu Animes

Ano tá acabando então vou fazer um resumo aqui dos animes que eu vi e os que eu recomendo começando dos piores para os melhores
Overlord
Esse em específico eu dropei por não ser meu estilo de anime, mas entendo o porquê de gostarem, acho bem chato e poucos dos personagens se salvam.
5/10
Tate no Yuusha
Mesmo eu gostando bastante, não tem nenhuma trilha sonora marcante e praticamente o único que tem um desenvolvimento real é o protagonista, o que salva é o universo, pensa em um bagulho bom para fazer um RPG massa maluco.
5/10
Tensei shitara Slime Datta Ken
Anime que eu terminei literalmente hoje e eu gostei MUITO, o personagem principal é perfeito e os outros personagens acompanham o ritmo dele perfeitamente, a única coisa que achei meio chatinha foi que enrolam demais em certas partes e outras passam rápido demais, um bom exemplo é o episódio do Charcharybdis, em que ficaram tentando derrotar ele para no final a Millim ter permissão de lutar e dar só um golpe no coitado. Mas tirando isso o anime é da hora.
7/10
Youjo Senki
O anime de um cara que morre, vira uma garota em outro mundo, tem que se alistar no exercito para sobreviver e que a fandom faz parecer que ela ama guerrilhar mesmo ela falando quase todo episódio que odeia guerra. O anime no geral é bem legal, quase todo episódio tem algo novo, o meu problema com esse anime é o fato dele não trabalhar os personagens secundários, é provável que você acabe o anime e lembre dos rotos deles, mas não dos nomes. E o filme, que mesmo eu achando muito massa, ele tenta fazer o quê o anime não faz, no caso desenvolver os personagens, mas ele simplesmente não adicionada nada a obra, em vez de desenvolver os personagens que a gente já conhece, preferiram adicionar uma nova personagem filha de um cara que a Tanya matou, mas enfim.
7/10
The God of High School
Cara, eu gosto muito dessa obra, mas eu tenho um problema ferrado com a adaptação para anime que vou botar como spoiler, mas como o anime no geral é porradaria, não acho que faça tanta diferença, mas ainda fica estranho, também o arco do casamento acontece tanto no mangá quanto no anime, em ambos foi um arco que eu achei ruim, só serviu para trabalhar a Mira, mas aconteceu no meio do torneio, praticamente que nem um filler no meio da guerra de Naruto. Agora, com spoilers: no anime, eles simplesmente tiraram o poder do Jegal de roubar habilidades por causa do poder dele, o quê faz parecer que qualquer um pode simplesmente pegar a chave e virar Deus, mas no mangá, além dessa habilidade dele de roubar habilidades, ele tenta 2 vezes engolir a chave, a primeira vez a chave recusa ele por ele ser fraco, depois disso, ele engole um companheiro e metade do poder do Ilpyo para conseguir realmente usar a chave. E também no mangá o estrago que o Jin Mori faz por causa da forma de Deus dele é mil vezes maior, não tem nem comparação.
8/10
Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku o!
Esse aqui não tem nem como, simplesmente é uma comédia escrachada e dane-se, mas é engraçado, que é o objetivo do anime, sem falar que as duas aberturas, o encerramento e os personagens são fenomenais. Simplesmente incrível.
9/10
Kekkai Sensen
Um dos meus animes favorito, o único problema dessa belezinha é ter apenas 24 episódios, eu acho simplesmente IMPOSSÍVEL não gostar de um personagem dessa obra, todos são carismáticos e tem seu charme. Por o humor ser a parte principal do anime é de extrema importância gostar dos personagens, aqui os personagens parecem muito mais humanos também, tanto que tem um que vai direto em um bordel e mostra o dedo do meio para os outros. Curiosidade: o anime vai receber uma dublagem pela FunAnimation, o quê vai fazer ele ficar mais perfeito ainda.
10/10
Monogatari
Monogatari é simplesmente perfeito, tem tudo o que alguém possa querer: lutas, trilha sonora massa, personagens da horas, cenas emocionantes e gostosas.
10/10
Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu
Personagens perfeitos, trilha sonora perfeita, enredo daora, simplesmente perfeito. Não tenho como descrever.
Fire Force
O anime consegue fazer a façanha de ser bom nas três coisas importantes para um anime (enredo, personagens, universo) os personagens não são tão escrachados quantos os de Soul Eater, mesmo assim cada um tem seu charme e é impossível você confundir algum, o enrendo é bem simples mas é interessante e acaba que tem plot-twists muito bons, e o universo...Mano, o autor conseguiu criar um universo inteiro com o conceito de que todos os personagens tem poder de fogo e ao mesmo tempo dar a cada personagem um poder diferente, o protagonista por exemplo só pode soltar fogo pelo pé, outro consegue controlar tiros, etc. O melhor anime que eu já vi e o melhor mangá que eu já li.
10/10

Menção honrosa a Yu Yu Hakusho que eu revi esse ano
Acho esse anime simplesmente perfeito, se não fosse pelo fato do último arco ser extremamente rushado, mas isso aconteceu porque o Togashi tava com problemas de saúde, então é perdoável.
10/10
Se eu assistir mais algum anime esse ano eu posto nos comentários, agora eu tô indo dormir
Bom dia e bom EAD para vocês
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2020.09.27 19:12 leodellapasqua Luz em Kiev

Gente preciso de ajuda, eu tenho salvo essa história de Kiev mas não encontro ela em nenhum lugar, eu gostaria de encontrar o criador dessa história se puderem me ajudar segue a baixo a história
Luz em Kiev
sec 2002 meu nome não importa estou aqui pra contar uma história da minha familia tenho descendência alemã e meu falecido avô lutou na guerra ele voltou meio pirado, sabe? é comprovado que alguns soldados voltam com trauma da guerra mas ele foi diferente ele nunca mais falou e nunca mais piscava o olho os olhos sempre pareciam que procuravam alguma coisa e ele nunca andou sem a Lüger dele eu nunca vi ele sem aquela pistola voltando a historia é da familia, mas quem contou a primeira vez foi um amigo dele, que lutou junto só eles dois sobraram o amigo dele também tava abalado se matou alguns meses depois de voltar pra casa mas vamos começar tudo começou na invasão da Rússia meu avô era parte de um pelotão condecorado, eles tinham lutado na Polônia e na França e quase ninguém tinha morrido eles eram respeitados por todo mundo, até os soldados de elite viam eles como iguais por causa dessa fama, os planos mais difíceis ficavam com o pelotão do vovô mas até aí tudo bem a invasão começou eles estavam destroçando os russos e já estavam lutando a algumas semanas um dia contataram o comandante do pelotão tinha um floresta em um pântano soviético perto de Kiev todo mundo que entrava lá não voltava então ne lá foram eles falaram que quando chegaram lá na frente todo mundo se arrepiou não passava nenhuma luz na floresta o ar parecia mais pesado um barulho pior que o outro mas o pior, pelo que disseram era que, ocasionalmente eles ouviam gente gritar até às vezes vinham uns tiros antes e o pelotão do vovô nunca soube de onde vinha ou quem eram mas, missão era missão começaram com o básico o pelotão tinha um panzer(tanque) de estimação o nome dele era "Alt Frau" significa Velha Senhora aquele panzer e a tripulação eram vividos o tanque era cheio de furo, arranhão mas a marca dele eram as esposas de cada tripulante pintados na frente do tanque estimulava os pilotos, sabe? se acertasse o tanque, acertaria as mulheres isso motivava os caras mas voltando mandaram o tanque primeiro ficaram esperando na frente da floresta, e deixaram o tanque rodar um pouco vocês devem estar pensando "mas um tanque não atola no pântano?" eu também perguntei isso mas como eu já disse a tripulação era vivida só atolariam se errasem e eles nunca erravam o tanque começou a rodar de noite o pelotão fez um acampamento na beira e esperou só ouviam o barulho do motor a floresta não fazia som nenhum passou algumas horas, e só o som do motor os soldados ja tinham até acostumado por isso estranharam quando tudo ficou quieto o tanque parou e o motor foi desligado todo mundo se entreolhou a Velha Senhora achou alguma coisa e ficou muito tempo assim os homens ficaram nervosos ansiosos a floresta continuava quieta apenas o estalar da fogueira quebrava o silêncio então o grave som de uma explosão o tanque disparou eles ouviam a MG34 do tanque disparando e não parava olharam pra floresta, e viam alguns clarões dos tiros e ouviam o comandante gritando se eram ordens ou não, ninguém sabia mais um tiro do canhão a MG não parava de atirar e então silêncio os clarões pararam a MG parou o canhão não disparou mais o motor não ligou silêncio o mais puro e tortuoso silêncio os soldados estavam nervosos uns suavam, outros seguravam a arma com força alguns ja tinham comecado a orar, baixinho e um grito ecoa pela floresta um grito de dor, sofrimento passou cortando por nós dentro da gente despertando medo agonia terror. um grito de desespero. quase animalesco o canhão dispara mais uma vez para nao mais aquela noite. os homens esperavam a ordem era o panzer voltar ao amanhecer nenhum de nós teve a coragem de dormir seja por medo ou respeito ao tanque ninguém dormiu . . . meio dia. o tanque não voltou o clima entre o pelotão tava ruim quase ninguém falava se falassem era um cochicho muito baixo e continuou assim até o anoitecer quando chegaram novas ordens agora a infantaria ia la dentro todos se olharam mas ordem é ordem prepararam as coisas e foram 50 soldados entraram na floresta e foram avançando estranhamente, os passos não faziam barulho não havia o farfalhar das folhas os galhos quebrando não havia som algum. só pararam de andar quando ficou escuro mas tão escuro, que não dava pra ver a própria arma ninguém tinha se atrevido a acender um sinalizador >para conseguir enxergar então meu avô falou, pela primeira vez desde que os soldados entraram ele apenas chamou os homens pra perto e quem tivesse acendesse um sinalizador ouviram o raspar do pavio do sinalizador três vezes a luz vermelha ia ficando mais forte e foram chegando perto uma da outra os soldados que seguravam a luz sentaram e esperaram os outros chegar também meu avô chegou sentou mais alguns chegaram e ninguém falou nada a luz estava estranha ela estava muito forte mas não iluminava eles conseguiam enxergar só os companheiros e vagamente, ainda os sinalizadores estavam apagando e só tinham 6 soldados eles nem se perguntaram nem se tocaram so formaram um círculo e acenderam mais um sinalizador não falaram nada então uma risada bem longe nada grotesco, ou histérico uma risada comum aquela risada, de quando contam algo engraçado pra você bem calma, a risada ia chegando perto os homens prepararam as armas não dava pra saber de onde vinha só que chegava perto até que o dono da risada apareceu atrás do vovô era um soldado russo todo maltrapilho roupa rasgada todo sujo e ria olhando pra luz sem tirar os olhos dela ria, igual criança quando ganha presente mas seus olhos não sabiam dizer se era felicidade ou loucura mas ele chorava ria e chorava a boca ria, expressava felicidade mas os olhos você via apenas loucura então ele parou de rir mas manteve o sorriso no rosto e disse algo em russo bem baixinho e passou a mao na cabeça do vovô igual quando você faz carinho em uma criança que está triste bem calmo, bem leve ele andou um pouco para trás com o sorriso no rosto puxou uma pistola do coldre e apontou pra própria cabeça e repetiu as palavras de antes então puxou o gatilho. ele não fez barulho quando caiu no chão. os soldados se olharam levantaram a risada do russo presa a cabeça deles o sorriso gravado na mente mas só o meu avô estava com medo ele era o único que falava russo e foi o único que entendeu "Luz. É bonita. Pena que acenderam" e eles continuaram a andar. . . . horas se passaram andando às cegas sem ver onde pisavam quando meu avô bateu em alguma coisa e caiu no chão deu um grito pra avisar que achou alguma coisa mas não pediu pra acender a luz. foi apalpando a coisa era de metal e grande sentiu uns arranhões era a Velha Senhora. não aguentou mandou acender um sinalizador talvez essa seja a coisa que ele mais se arrependa >em toda a guerra. alguém do lado dele acendeu e ele pode ver o gigante de ferro cheio de corpos em cima. um ja estava caído no chao os outros pareciam que estavam querendo fugir estavam mutilados destroçados e havia pânico nos seus rostos. subiram no panzer foram ver la dentro e, quando o vô abriu a escotilha alguém gritou. o piloto ainda estava la dentro com a perna mutilada e uma pistola na mão seus olhos expressavam loucura. ele não falava. o soldado do sinalizador chegou mais perto pra ver e inclinou o sinalizador pra ver lá dentro o piloto se apavorou começou a gritar pra apagar, enquanto se contorcia >pra tirar o sinalizador da mão dele o soldado se afastou, meio assustado enquanto o piloto ficava cada vez mais apavorado pedindo para apagar meu avô tentava acalmar o piloto mas ele se debatia, gritava, xingava então ele pegou a arma e atirou no soldado. meu avô gritou e apontou a própria arma pro piloto enquanto o corpo do outro soldado caía do tanque o piloto parou de gritar só chorava e no meio do pranto, perguntou, bem baixinho "por quê vocês acenderam?" e ficou chorando e repetindo até que alguma coisa balançou o tanque todo mundo se calou os soldados que restavam, prepararam as armas em volta do tanque silêncio ouviram uma respiração pesada de dentro do tanque ouviam um suave farfalhar como se alguma coisa estivesse se arrastando o piloto olhou para cima para meu avô só havia tristeza em seus olhos "corra. Por favor." e ficou repetindo meu avô estava paralisado o piloto é puxado para o fundo do tanque para a escuridão ele começou a gritar, enquanto disparava com a pistola meu avô pulou do tanque e começou a correr os outros seguiam ele correndo e, no meio da correria o piloto parou de gritar. parou de atirar. e o sinalizador no chão ao lado do corpo do soldado. . . . correram por muito tempo só pararam quando não aguentaram mais correr tentaram se encontrar na escuridão quando finalmente encontrou alguém acenderam um sinalizador o coração do meu avô parou só pensava no que o russo e o piloto disseram olhou em volta só tinham mais dois além dele se perderam dos outros? sentaram no chão meu avô tirou a ração de combate da mochila e começou a comer não porque queria ele estava sem fome nenhuma mas ele precisava os outros fizeram o mesmo. comiam, olhando pra luz em silêncio. . . . ouviram gritos e tiros parecia um outro grupo levantaram correndo e foram na direção dos tiros o tiroteio continuava mas quanto mais perto eles chegavam mais raros ficavam os sons quando chegaram lá ja não tinha mais nada. de repente um pouco a frente deles um soldado alemão acendeu um sinalizador estava sangrando, mancando com a arma na mão jogou o sinalizador no chão seus companheiros estavam no chão mortos. dilacerados. olhava em volta aflito meu avô e o grupo dele olhavam de longe o soldado continuava procurando alguma coisa deu uma rajada na floresta e, em um piscar de olhos alguma coisa grande pulou da floresta antes que ele se virasse ja tinha sido levado à escuridão não teve tempo nem de gritar. agora havia apenas um sinalizador e corpos no chão. silêncio. . . . meu avô apoia no ombro do seu amigo e o sinaliza para ir eles se viram dão de frente com o outro soldado ele continua olhando pra frente os olhos arregalados nem se mexe meu avô o chama ele nao se mexe chamou novamente sem resposta meu avô puxa ele ele cai no chão suas costas estão abertas atrás dele alguma coisa grande essa parte ninguém sabe sempre que tentavam falar meu avô chorava e o amigo dele travava eles nunca conseguiram falar disso. pelo que sabíamos, por alguns desenhos era gigante tinha pelos escuros mas era esquelética não tinha olhos e dentes do tamanho de uma mão. ao vê-lo eles travaram ninguém se mexia o medo os impedia de mexer qualquer músculo a coisa chegou perto do vovô e se inclinou chegou perto do rosto dele muito perto aquilo não fazia som nenhum só estava ali parado o sinalizador começou a apagar e nenhum dos três se mexia até ficar a escuridão total e a coisa a centímetros do rosto do vô ficaram ali sem se mexer no silêncio. . . . não sabem quanto tempo passou mas uma hora ouviram vozes distantes mas vozes e uma luz vermelha ao longe fraca mas o suficiente para ver a silhueta daquilo ainda parada ali então, ela se virou e foi na direção da luz. lentamente até sumir entre as árvores. e eles continuaram ali parados. só acordaram com os gritos e os tiros vindos da direção da luz começaram a correr inconcientemente, só corriam meu avô parou quando uma luz o cegou e sons muitos esperou os olhos acostumarem e olhou em volta saiu da floresta. alguns instantes depois, seu amigo mas o vô não riu nem chorou nem falou nada ele não expressava nada estava sério com os olhos levemente arregalados e ficou assim até o último dia de sua vida preso naquele momento naquele infernal momento que ele nunca mais esqueceu
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2020.09.24 05:04 DrackNael Capítulo 5 A aldeia navajo

A aldeia navajo

Em algum lugar próximo a floresta no que aparenta ser uma aldeia indígena com cerca de 30 tendas colocadas todas em forma circular deixando apenas um grande espaço na parte da frente do terreno que possuía uma enorme fogueira e dava de frente para a entrada do lugar que não possuía portões más era todo cercado apenas sem cercas na parte da entrada. Onde um homem de pele avermelhada de cabelos brancos indicando sua idade já avançada já meio encurvado por causa da idade usando uma pele simples em suas costas e uma espécie de chapéu adornada com penas e galhos fazendo a forma de um falcão, está parado imóvel bem na entrada da aldeia com o olhar distante que observa toda a estrada que vai da aldeia, atravessando toda uma pradaria e adentrando a grande floresta a frente. Quando um homem se aproxima andando calmamente pelas suas costas, esse um pouco mais jovem, más também já de cabelos grisalhos, semelhante com o outro, mas esse possuía em sua cabeça um chapéu mais chamativo, feito todo de penas brancas presas a uma tira de couro com uma faixa vermelha nela.
-O que você vê Shaman? -, pergunta o homem mais novo que acabará de chegar.
-Hum! Não sei dizer, os espíritos não me mostram com clareza -, diz ele pensativo, - uma grande luz carregando uma grande escuridão, trazendo tristeza para o nosso povo -. Continuou o homem.
-Um inimigo? Um dos mercenários da floresta? -, pergunta o outro.
-Não sei dizer, os espíritos não me mostram com clareza, mas não me mostram intenções ruins -. Termina o homem se dirigindo para uma das tendas no centro, que chama atenção por ser adornada com penas e ossos de animais na sua frente.
Cerca de algumas horas depois sai da floresta o cortejo fúnebre puxado por Drack indo em direção da aldeia.
-Olhem ! -, alerta uma das pessoas da aldeia.
-Va chamar Nuvem Branca!-, diz outra.
Pouco depois o chefe sai de sua tenda que aparentava ter apenas um totem de cada lado da entrada.
-Chamem o Shaman-, fala ele chegando a entrada da aldeia e se dirigindo a um dos que estavam ali.
Enquanto isso o grupo chega a entrada.
-Quem é você cão branco? Por que puxa nossos irmãos mortos?-, diz um dos índios mais jovem parado ao lado do chefe parecendo estar com grande raiva.
-É , hum -, diz Drack sem saber o que dizer ao certo.
-Aqui-, diz Lobo Marrom do travois.
Enquanto o jovem se dirige a Lobo Marrom.
-Por Manitu Lobo Marrom o que aconteceu?-, diz ele em estado de surpresa.
Enquanto os outros índios iam puxando os cavalos para começar a tratar dos seus mortos, enquanto algumas mulheres choravam no fundo, e crianças eram colocadas para dentro das tendas, era uma cena desagradável para todos, jovens estarem mortos daquela forma.
Nisso o Shamam vinha se dirigindo ao encontro de todos.
-Lobo Marrom está ferido , levem-no para minha tenda-, diz ele dirigindo sua atenção a Drack, o olhando dos pés a cabeça , que ainda estava montado no cavalo e nem tinha se mexido para não fazer nada suspeito.
-Tratarei de Lobo Marrom e já vou ao encontro de vocês -, diz ele dirigindo-se a Nuvem Branca que estava parado ali prestando atenção em tudo e ainda não havia dito uma palavra, -Leve-o para sua aldeia Grande Chefe ja encontro vocês-, diz ele se dirigindo a nuvem branca e indo de volta para sua tenda para tratar Lobo Marrom.
-Por favor jovem me acompanhe -, diz o Chefe com o olhar suspeito para Drack.
-Sim senhor!-, diz ele descendo do cavalo lentamente e seguindo o homem, enquanto é observado por vários índios com olhar de ódio e raiva para cima do rapaz, com certeza só esperavam a ordem do chefe para partir pra cima do rapaz.
Drack segue Nuvem Branca que entra na tenda com os totens na frente, seguido logo atrás do rapaz, 2 jovens índios que o escoltavam com receio de que o rapaz pudesse fazer algo ao seu chefe. Quando Drack entra pode ver uma tenda de tamanho mediano , com o que parecer ser uma cama de peles na sua direita , um bau do outro lado , uma fogueira no centro da tenda e alguns adornos de peles e galhos no teto. O Chefe se senta do outro lado da entrada de frente para a pequena fogueira , onde aponta para Drack fazer o mesmo de frente para ele.Drack se senta e permanece em silêncio, obviamente o homem a sua frente era importante ali e ele não queria dizer nada idiota.
-Então meu jovem, conte sua história! -, diz o homem com um tom calmo.
Então Drack conta tudo que aconteceu desde a sua saída do mosteiro até a chegada na floresta e o encontro com Lobo Marrom e seus inimigos.
-O mosteiro dos cavaleiros renegados que fica no centro do Grande Lago de Calmaria? -, pergunta o homem confuso ,-não sabia que eles tinham levado crianças quando foram construir o lugar-. Completa o homem.
-Bem, na verdade não levaram , fui deixado la quando era apenas um bebê, eles me criaram desde então -, diz o rapaz ,- mas como assim cavaleiros renegados?-, termina ele.
-É uma história antiga de um grupo de cavaleiros brancos que abandonaram seu povo e foram se exilar naquela ilha -. Diz o homem, - mas não sei se a história é verdadeira , os brancos falam com lingua dupla muitas vezes-. Termina o homem se preparando para acender uma espécie de galho com uma ponta redonda onde tem algumas ervas.
-Não sabia disso , achava apenas que eram monges reclusos-. Diz o jovem confuso.
-Se eles não lhe contaram a história deviam ter seus motivos -, indaga o homem, -os homens que atacaram Lobo Marrom e seus irmãos eram brancos gananciosos que vieram para nossa terra explora-la e destruí-la -, continua o homem tomando um tom mais sério , -Eles não respeitam nada que a natureza nos da, só sabem destruir e explorar a natureza, estão destruindo a floresta toda, cortando suas árvores, sujando seus pequenos lagos, não sabem pegar apenas o que precisam para sobreviver , eles têm que destruir tudo até não restar nada , meu povo jurou defender essas terras a muitas luas atrás , há muito tempo fizemos um acordo com o rei dos homens para que essa floresta não fosse alvo de seus lenhadores , mas um dia ele morreu e o acordo já não servia para mais nada, pois como todos os homens brancos não tinham ninguém la para honra-lo , desde então viemos expulsando todos que entravam na floresta para explora-la, até a alguns meses atrás quando os mercenários da Black Marsh vieram, destruíram a aldeia de Buprewen chefe dos Apaches que ficava ao norte da floresta, seu líder é um homem muito poderoso chamado de MURTAUGH , dizem que ele arrasou a aldeia quase que sozinho , desde então pedi para meus guerreiros não terem conflito com eles até que pensássemos em algo , estava tentando um acordo com a tribo dos Xavantes ao sul minha mensagem partiu a alguns dias atrás , mas ainda não tivemos resposta , mesmo assim não penso que tenhamos algum guerreiro que possa derrotar Murtaugh, os homens brancos se tornaram fortes de mais para o meu povo -. Termina o homem com um tom triste,
-Más como um jovem como você pode derrotar 10 deles em poucos segundo? -, continuou ele.
-É bem ... -, começou Drack.
Quando entra na tenda o Shaman.
-Desculpem interromper-, começou ele , -Lobo Marrom me contou o que aconteceu, devo dizer também que fez um bom trabalho no ferimento dele , sem dúvidas salvou sua vida -, diz ele continuando , -Ele me disse que você veio da ilha dos monges e que não conhecia nada fora dela , sem dúvidas deve estar tão confuso quanto a gente com a sua chegada-. Termina o homem.
Nisso entra na tenda um dos jovens índios, o que havia se dirigido a Drack com ódio quando chegou.
-Pai temos que atacar o acampamento daqueles malditos, veja o que fizeram aos nossos irmãos-. Diz o rapaz com uma raiva incontrolável e uma fúria nos olhos, -i esse cão branco o que ainda faz aqui? O povo dele ainda não nos trouxe desgraça o suficiente ? -, diz ele se dirigindo a Drack com um ódio gigantesco no olhar.
-Calma Raoni -, diz Nuvem Branca com tom calmo, -Drack não é nosso inimigo, ele agora é um convidado da nossa aldeia, ele ajudou seus irmãos ao contrário do que pensa , vamos esperar a resposta dos Xavantes para tomar alguma ação sobre tudo isso-. Termina o chefe.
Mas Raoni tem o sangue de guerreiro nas veias , e guerreiros jovens sempre tendem a ter a cabeça quente.
-Todos os brancos são iguais -, diz ele com um tom grave saindo da tenda.
-Sinto muito por isso -, diz Nuvem Branca se dirigindo a Drack, -você é bem-vindo para ficar na nossa aldeia o tempo que precisar, não temos como agradecer pelo tanto que fez ao nosso povo , poderíamos ter perdido mais um filho ou só ter encontrado o corpo dos nossos jovens depois de várias luas , quando à terra já tivesse se alimentado de alguma parte -. Diz o sábio chefe.
-Eu agradeço , na verdade, eu gostaria de ficar um tempo, principalmente se poderem me ajudar a conhecer um pouco mais desse mundo -, diz Drack com certa esperança de que eles pudessem ensina-lo muitas coisas , principalmente depois de ouvir que o Shaman da aldeia usava magias, quem sabe poderia aprender alguma coisa.
-Claro , você é mais que bem-vindo -, começa o chefe , - Pedirei para o Shaman lhe responder às perguntas que o deixam confuso -, diz ele se dirigindo ao Shaman que estava parado ali do lado observando toda a conversa.
-Hum! também pedirei para arrumarem uma tenda para o nosso convidado -, diz o Shaman se dirigindo a saída da tenda fazendo um sinal para Drack acompanha-lo.
-Foi um prazer conhece-lo -, diz Drack fazendo um gesto de reverência e saindo da tenda.
-Espero que não se importe com meu pedido -, diz Drack se dirigindo ao Shaman que estava do seu lado.
-Hum! dissipar a nuvem da confusão das mentes das pessoas é meu trabalho , dom dado pelo grande espirito , não cabe a mim, reclamar das tarefas que ele me passa -, diz o homem se dirigindo a um grupo de jovens que estavam sentados em volta da grande fogueira afiando a ponta das suas lanças com uma pedra.
-Vejam alguma tenda que esteja livre , e peçam para alguém arruma-la para o nosso convidado -, disse o Shaman aos jovens, que se olharam todos confusos, mas depois dirigiram olhares furiosos para Drack. Que aparentou nem dar atenção, pois afinal só estavam chateados com o fato de seus amigos terem sido mortos e seu desejo de vingança ter sido cortado por Nuvem Branca.
-Então meu jovem que dúvidas você tem? -, diz o Shaman para Drack enquanto de ajeita em uma das pedras que são usadas como banco que ficam em volta da grande fogueira agora apagada, pois ainda era dia.
Aquelas palavras eram tudo que Drack queria ouvir , pois não existia alguém no mundo com mais perguntas em sua cabeça, ele pensou em milhares para fazer de uma vez, mas se acalmou e começo a pensar em ir por partes.
-Onde estamos ? -, pergunta ele.
-Hum! aqui é a aldeia do grande Chefe Nuvem Branca chefe dos navajos, ao redor de nós, está a grande floresta do caçador , o mosteiro que você vivia era chamado por nós de mosteiro dos cavaleiros renegados que fica no centro do grande lago de Calmaria , ao norte da floresta fica a cidade dos homens de Heisemburgh , todas essas terras fazem parte do reino dos homens brancos de Camelot -, diz o Shaman já saciando outras perguntar que poderiam vir do rapaz, já que ele aparentava mesmo não saber de nada.
-O que o senhor pode me dizer sobre magias ? -, pergunta o rapaz novamente , pois essa era uma oportunidade que ele não ia desperdiçar , ter alguém pra responde qualquer pergunta que ele tivesse.
-Hum! nós do povo indígena não usamos magia , usamos o dom dado a nós pelo grande espirito, magias são usadas pelos outros povos para criar destruição -, começou o homem ,- usamos o dom do grande espirito para curar os enfermos , pedir benção para que as caças sejam abundantes e e as plantações cresçam fortes , através de nossos pedidos o grande espirito nos concede nossos desejos se for de sua vontade , talvez na cidade dos homens alguém possa lhe dizer mais sobre magias, más não é o que eu e meu povo usamos -, termina o homem.
-Entendo -, diz o rapaz levemente decepcionado , não era a resposta que queria, talvez tivesse procurando um professor para ensina-lo , mas a resposta não era de toda inutil , pois como eram de outro povo e outra cultura , mostrava o quão interessante o mundo era , com várias formas diferentes de no fim fazer alguma coisa.
-O que é o grande espirito ? -, perguntou Drack.
-Manitu , o grande espirito indigena , ele é a força da natureza , é aquele que rege nosso mundo , manitu está em tudo e em todos , não tem como colocar em palavras sua essência -, diz o sábio.
Drack então imaginou que era como a energia , que estava em tudo e todos , e decidia as coisas, mas já era a segunda entidade que ele ouvia falar , e que talvez houvesse outros seres que comandavam o mundo.
-O que é a Black Marsh? -, perguntou novamente o rapaz.
-Hum! é um grupo de mercenários vindos da cidade de Heisemburgh , foram contratados por Tucker o dono da loja de madeiras da cidade para nos impedir de expulsar os lenhadores -, então o homem começa a ficar com um olhar distante olhando para o chão enquanto começa a falar, -mas creio que nossos problemas não são devidos apenas as árvores que eles derrubam como se não se importassem com a floresta , mas o metal dourado que encontraram perto da aldeia dos Apaches, a febre do metal dourado deixa os homens brancos loucos, eles destroem tudo por ele -, termina o homem.
Então Drack pensou que ele estava falando de ouro , que fora ensinado que era a moeda de mais valor no mundo , atrás depois vinham as moedas de prata e depois de bronze.
-Se acharam lá provavelmente pensam que tem por toda a floresta também , por isso são tão agressivos -, indaga Drack.
-Sim -, diz o homem cabisbaixo, - eles não vão parar até não sobrar nenhuma árvore ou escavar cada centímetro da floresta -. Termina o homem.
-Talves possamos falar com o governador de Heisemburg -, comenta Drack , que sabia como o sistema de administração de cidades funcionava , o governador era responsável por uma cidade e em todas as terras em volta dela.
-Ja tentamos enviar alguém , mas foi capturado pelos homens de Murtaugh na estrada , foi decapitado e sua cabeça colocada em uma estaca na beira da estrada como aviso -, diz o homem , -e um índio nunca vai entrar numa cidade de brancos e sair ileso -, fala o homem quando é interrompido.
-Porque todos os brancos são animais, não podem ver nada que querem tomar a força, acham que são os donos de todas as terras e todas as vidas , mas não são, isso acabara -, diz Raoni para os dois , furioso que um branco estava sentado em sua aldeia conversando como se nada tivesse acontecido, claramente culpando Drack pelos feitos de outros da mesma cor que a sua.
-Sinto muito pelos seus amigos, mas nem todos os brancos são iguais e eu não tenho nada a ver com o que aconteceu a seu povo -, diz Drack se levantando , pois sabia que não tinha nada a ver com aquilo e Raoni já o estava irritando , ele entendia a dor do rapaz, mas não precisa destratar alguém que claramente só ajudou.
-É o que veremos ! -, diz Raoni em um tom ameaçador enquanto se afasta dos dois.
-Ele é jovem tem sangue navajo nas veias , não suporta ver seus irmãos serem mortos e não puder vinga-los -, diz o shaman.
-Tudo bem , eu entendo , só não queria que ele pensasse que poderia passar por cima de mim atoa, sinto muito se o ofendi -, diz Drack.
-Tudo bem , você é jovem também -, comenta o homem.
Naquela noite a fogueira foi acesa , e os índios prepararam uma refeição, todos estavam ou tristes, ou furiosos , os olhos eram todos para Drack que estava sentado em volta da fogueira comendo o que parecia ser uma sopa com uns pedaços de cervo que fora caçado mais cedo pelos índios, até que Nuvem Branca se aproxima e se senta do lado do jovem.
-Sinto muito pelos olhares do meu povo, não sabem esconder seus sentimentos perante os da sua cor -, diz Nuvem Branca esperando que seu convidado não fique ofendido com um ato que era vergonhoso pra ele como chefe , já que Drack tinha sido convidado a ficar por ele mesmo.
-Está tudo bem grande chefe, entendo a dor deles e agradeço por me deixar ficar, mesmo estando em guerra com as pessoas da minha cor e agradeço também por me deixar tirar minhas dúvidas com o seu Shaman -, diz Drack grato.
-Pode me chamar de Nuvem Branca, você é um amigo do meu povo, eles logo verão isso -, fala Nuvem Branca com um tom amigavel , -E estamos em guerra com Black Marsh e Tucker, meu povo tem que aprender, como é que você disse? -, diz Nuvem Branca dando uma pausa , - "nem todos os brancos são iguais” não é mesmo -, diz ele em um tom de piada.
-É acho que sim -, diz Drack olhando para o fogo da fogueira e dando uma risada discreta de canto de boca.
Naquela noite Drack teve um pesadelo um pássaro de fogo vinha e pousava em seu ombro direito , mas depois de alguns segundos os dois incendiavam e viravam cinzas, e das cinzas levantava uma sombra negra gigante que se espalhava pelo mundo e engolia tudo. O rapaz acorda e vê que ainda esta no meio da noite, então resolve sair da tenda e dar uma caminhada para pensar melhor no pesadelo, pois era a primeira vez que algo do tipo acontecia e ele acordava no meio da noite todo suado. Então mais a frente o rapaz vê o Shaman parado olhando as estrelas , o jovem resolve se aproxima , quando…
-Pesadelo ? -, diz o Shaman mesmo sem ver que o rapaz se aproximava dele.
-Como ele sabe ? -, pensa Drack , sem dúvidas esse homem tinha dons também , só era muito modesto para falar sobre eles , fora o fato de que ele tinha sentido ele se aproximar sem ter feito nenhum barulho, -Sim, como sabe? -, pergunta então o jovem.
-Os espíritos me mostraram -, começou ele , - você tem um grande poder Drack, o maior que já foi visto nesse mundo, sem dúvidas é um grande dom , mas , você também possui uma grande escuridão dentro de si, não sei como é possivel , mas se você não conseguir se controlar ela o consumira -, diz o homem em tom de transe.
-Grande escuridão? -, pensa Drack , apesar de tudo incrível que acontecia com ele , ele nunca sentiu nada maligno.
Então de repente o Shaman para de ver as estrelas e olha para Drack.
-O que faz aqui fora? Não conseguiu dormir? -, diz o homem , como se tivesse esquecido que eles recém acabara de conversar.
Drack percebe que tinha sido algo especial que tinha acabado de acontecer então não questiona o homem.
-Sim ! -, responde Drack , - Vim pegar um ar só, para ver se o sono vem -. Termina ele.
-Então cuidado para não ficar doente , a noite esta fria ! -, diz o homem enquanto se afasta indo para sua tenda.
-Grande escuridão ! -, pensa Drack enquanto fica ali olhando as estrelas também , esperando o sono vim.
Alguns dias se passam, Drack continua tentando fazer amizade com alguns índios , sua presença agora não é mais tão incomoda quanto na sua chegada, era um rapaz gentil educado logo conquistava a todos, menos Raoni que estava sempre de olho no rapaz , com o passar dos dias Drack foi aprendendo alguns movimentos de combate com os índios, como usar um arco, coisa que Drack aprendeu rapido, pois tinha dom natural para coisas relacionadas a combate, aprendeu sobre ervas, animais , como caçar diferentes tipos de animais , até suas táticas de guerra e rastreio o jovem aprendeu. Já havia conquistado o respeito da grande maioria da tribo em questão de poucas semanas, nenhum incidente tinha acontecido mais, Lobo Marrom já havia se recuperado e tinha virado amigo de Drack, coisa que Raoni achava insuportável, até que um dia.
-Ele chegou , ele chegou - , diz uma voz do lado de fora da tenda de Drack.
O jovem sai da tenda para ver do que se tratava , era o mensageiro que Nuvem Branca havia enviado a tribo dos Xavantes, quando de repente.
-GUERRA !!!! -, grita o índio que acabava de chegar.
-IAAAHHIIIIIII -, berravam todos os índios, era seu grito de guerra, a hora da retaliação havia chegado.
Nisso da saída da sua tenda Drack olha pro lado e vê Nuvem Branca parado na frente de sua tenda , com um olhar pensativo e distante, talvez a guerra não era a melhor coisa pro seu povo , mas ele não podia fazer mais nada.
Naquela noite uma fogueira enorme foi acesa , tambores ecoavam por toda a floresta, os índios dançavam e gritavam em volta da fogueira, seus corpos completamente pintados, sem dúvidas eram um povo corajoso um povo guerreiro.
-Vamos matar seu povo o que acha disso? -, diz Raoni se dirigindo a Drack que estava parado ao lado de todos enquanto assistiam os guerreiros dançarem e comemorarem.
Mas Drack não responde.
No outro dia todos estão prontos para partida , 30 guerreiros todos a cavalo incluindo Nuvem Branca, Raoni e Lobo Marrom que estava ansioso por sua vingança com os mercenários, Drack se aproxima do grupo pronto pra guerra.
-Sinto muito meu amigo , mas você não pode ir conosco essa e uma batalha do meu povo ! -, diz Nuvem Branca a drack enquanto se dirige para falar a todos , -Encontraremos Chefe Hachita e seus homens na clareira do cervo , la nos juntaremos e decidiremos como vamos atacar o acampamento dos cães brancos -, enquanto se vira para partir em disparada com o grupo em direção a floresta.
-Contaremos pra você como foi nossa vitória em cima de seu povo ! -, diz Raoni em uma última provocação para o herói enquanto parte com o grupo.
Mas Drack não estava convencido da vitória de seus amigos.
-Faça o que achar certo ! -, diz o Shaman se aproximando por de trás de Drack e colocando sua mão em seu ombro esquerdo. Ele sabia o que passava na cabeça do jovem.
Então depois de algum tempo quando o grupo de guerra já havia sumido a alguns minutos na floresta , o jovem parte da aldeia a cavalo seguindo os rastros do grupo.
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2020.09.24 05:02 DrackNael Capítulo 2 O Mosteiro

O Mosteiro

Na manhã seguinte , monges que estavam se preparando para começar suas orações e trabalhos do dia-a-dia , começam a ouvir um choro vindo do lado de fora da grande construção , que era como uma igreja com dormitórios no subsolo e uma pequena cozinha com refeitório.
-Por quê estamos ouvindo o choro de uma criança? - , pergunta um deles confuso.
-Sei tanto quanto você irmão! -, fala o outro , enquanto os sete monges se dirigem para o lado de fora em direção a um pequeno celeiro que não continha mais que 3 cabras.
Quando todos se deparam com uma criança em cima de alguns poucos fenos que tinham ali, enrolada em uma manta de cor bordo muito fina a primeira vista.
-O quê ? mas como ? Por quê tem uma criança aqui ? - fala um dos homens completamente confuso.
-Hum! -, responde um deles parecendo ser o líder do mosteiro.
-O que faremos irmão Serafim ? -, pergunta um confuso.
-O que mais podemos fazer?-, pergunta o homem para os outros , mesmo sabendo qual era a única resposta provável , iriam ter que criar a criança.
Uma criança que lhes fora deixada ali pra eles , mas porquê? , era uma ilha isolada em um grande lago , eles não viam outras pessoas a anos , mas a vontade da deusa é uma só , e o destino tinha colocado o garoto no caminho dos homens , então não restava a eles questiona.
-Vamos leva-lo para dentro - , fala Serafim , colocando o menino nos braços.
-Ele é um bebê -, começou outro monge , - não devia se alimentar apenas de leite materno? Só temos pão, leite , queijo e peixe , uma criança pode sobreviver se alimentando disso tão cedo? -, pergunta o monge
- Sinta a energia dele , é uma criança forte , ele sobrevivera -, comenta outro monge que estava do lado.
-Entâo vamos -, termina Serafim.
Então a criança foi acolhida , criada e educada desde entâo , mas desde pequena mostrava seu potencial , com cinco meses falou sua primeira palavra em um dia de oração matinal quando os monges terminaram, o menino pronunciou - amém - , depois dos monges , algo que os deixou abismados. Com um ano de vida começou a caminhar e com 2 já começava a aprender a ler e escrever com os monges Ricardo e Sareño que eram responsáveis pelos seus estudos futuros, mas não podiam ensinar tudo sobre o mundo pro menino, pois quando se reclusaram do mundo deixaram tudo para trás, se focando apenas na adoração a deusa Beneveth deusa da benevolência, não podiam ensinar mais do que o necessário para o menino, infelizmente, mas era o juramento que fizeram outrora.
Com três anos o rapaz já ajudava nos afazeres , e com 5 começou a aprender a meditar , o que demonstrou sua alta capacidade de concentrar sua energia que era a força interior da pessoa e que movia tudo no mundo , pois como os monges , eles meditavam e jejuavam o dia todo parando apenas a noite para se alimentar , orar e dormir.
Era um estilo de vida simples dedicado apenas a adoração e purificação, mas o rapaz era inquieto e tinha sede de algo novo , até que um dia aos 7 anos enquanto meditava, ele ouve alguém chamando um nome.
- DrackNael - ...
O rapaz olha confuso pros lados , ele ouviu uma voz chamar , mas era um nome que nunca tinha ouvido antes, mas não é como se a voz tivesse vindo de fora , era como se tivesse em sua cabeça , um pensamento talvez , ou ele tenha apenas imaginado enquanto estava em transe.
Então ele voltar a se concentrar na sua meditação, e quando finalmente se concentra ele ouve - Dragoon -, diz a voz , uma voz feminina doce aos ouvidos , era a primeira vez que ele ouvia uma voz feminina afinal de contas . Mas quando foca mais na voz ele a vê , a criatura mais magnifica que ele ja tinha visto em pé bem na sua frente um dragão majestoso , tinha uma cor azul fraca, devia ter uns 12 metros , as asas abertas mostrando toda sua beleza , havia um detalhe branco da sua pele que se destacava do azulado do começo do seu peito descendo pelo seu corpo se estendendo até a parte de baixo para o começo da cauda , 3 garras em cada uma das duas mãos e uma cauda com 3 extremidades cada uma com uma espécie de espinho na ponta.
-Quem é você? -, pergunta o rapaz completamente confuso , - Quem é DrackNael? -, continuou ele.
-Sou Dragoon e DrackNael é seu nome - , responde ela mais uma vez.
-Nome? eu não tenho nome os monges nunca me deram um , só me chamam de garoto -. Fala o rapaz.
-Mas é o seu nome é o que eu sei -, completa ela
- O que você faz aqui ? Onde estamos ? -, pergunta o jovem cada vez mais confuso.
-Aqui é o cosmos do seu subconsciente , onde eu vivo , e onde fica sua ligação com sua energia - . Responde ela.
-O que é você ? - pergunta ele .
-Sou um dragão , mas também sou seu esper -
- Dragão? o que é um dragão? e o que é um esper? -, pergunta o rapaz , achando tudo cada vez mais incrivel .
-Dragão é o que eu sou , minha raça e esper é o que eu sou pra você - completa ela
- Como assim ? Como você sabe disso tudo ? -, questiona ele , como se tivesse descoberto outro mundo, pois o jovem só conhecia o mosteiro e os monges eram proibidos de falar sobre assuntos do mundo la fora, pois se eles estavam isolados do mundo o rapaz também era para ser assim dizia o abade Serafim que era responsável pelo mosteiro.
-É a única coisa que eu sei -, continuou ela , - meu nome, o seu , minha raça , sua raça e meu estado - .
- Quê ? Minha raça ? Como assim raça? Sou um homem como os outros -, indaga o rapaz confuso.
-Sim você parece um homem , mas essa não é sua raça , o que eu sei é o que esta colocado fundo nos meus pensamentos , você é um ferabity , uma raça igual ao dos homens pelo visto -.
-Uma raça diferente, mas igual ? - , questiona o rapaz confuso
- É apenas o que eu sei , sinto muito - , fala o dragão com um ar doce , sua presença era gigantesca, mas seu ar era de bondade e calma , como se ambos fossem crianças de 7 anos o que Dragoon não aparentava já que era um dragão.
No outro dia durante seus estudos diarios , que eram bem simplórios , pois o abade não queria que o jovem crescesse na completa ignorância sobre o mundo , mas todos os assuntos eram bem rasos, apenas o ensinando a ler e escrever a linguagem usada no continente , as outras raças de pessoas que existiam , alguns reinos e suas hierarquias.
-O que é um dragão ? -, pergunta o rapaz ao irmão Ricardo responsável por essa parte dos seus estudos , quebrando o silêncio das suas tarefas .
- Quê ? dragão? -, ham ham, enquanto limpa a garganta meio chocado com a pergunta. - de onde tu tirou isso ? -, pergunta o homem, pois em todo o mosteiro não havia nada falando em dragões e era algo bem específico.
- Eu sonhei com essa palavra -, mentiu o rapaz com certo receio de represálias, pois tinha aprendido a confiar em seus instintos. Pois, certo dia perguntou ao abade o porquê de ele não ter um nome, - você não nasceu de nós , não cabe a nós dar-lhe um nome , se quiser um invente pra você - , respondeu o abade com certa frieza, pois todos o chamavam apenas de garoto.
-Um dragão é uma criatura mística , a mais rara e poderosa das criaturas do nosso mundo -, falou o irmão , - mas não era pra você sonhar com coisas que não conhece - , continuou ele .
-Não sei , só sonhei - , responde o rapaz.
-E um esper? o que é um esper ? -, pergunta o rapaz
- O quê? Um esper? Onde ouviu isso ? - , continuou ele , - sonhou também decerto neh ? - pergunta ele todo desconfiado , pois eram pergunta bem específicas e não podiam ter surgido do nada para ele em um sonho.
-Sim, claro de onde mais ? -, fala o rapaz com um sorriso sarcástico no rosto.
-Esper são criaturas que nascem junto com as pessoas e vivem dentro de si , algumas poderosas outras nem tanto , todos os espers possuem consciência própria , um esper pode tanto destruir a vida de seu receptáculo quanto ajudar, são raras e perigosas - , - agora cala boca e vai estudar-, terminou ele , com receio de que o abade pudesse ouvir suas perguntas e repreender os dois
Mas para DrackNael já havia sido incrível, em um dia tinha descoberto que o mundo fora do mosteiro era mais incrível do que parecia .
O tempo ia passando e DrackNael e Dragoon se tornavam cada vez mais unidos , pois eles eram um só , e não viam a hora de conhecer o mundo , e descobrir mais principalmente pela raça dos ferabity , coisa que ele não tinha pergunta mais pros monges , para não causar problemas.
DrackNael passou toda sua infância meditando , o que fez com que ele dominasse sua energia , que era a força vital das pessoas , que fora lhe ensinado outrora por Ricardo em uma das aulas , mas foi falado por cima para não instigar muitos questionamentos pelo jovem. Mas DrackNael tinha o dom , e não demorou pra ele ver o que a energia podia fazer , aprendeu a conjuração, através da energia que podia criar armas , basicamente era a única coisa que ele podia criar com energia , o que mostrava que o mundo tinha um sistema ativo de guerras e combates , pois não haviam motivos de seres-humanos poderem conjurar facas de suas mãos, mas ainda não tinha cem por cento de certeza sobre isso , então meditava , só podia fortalecer seu espirto , pois não podia tentar fortalecer seu corpo, pois era proibido no mosteiro , e com apenas uma refeição por dia não ajudava também , pois todos no mosteiro jejuavam durante o dia como purificação , acreditavam que só precisavam fortalecer a alma e quem fortalece o corpo tem intenções de usar a força e isso nunca é bom pra ninguém.
Então com sua vasta quantidade de energia e dom natural o jovem se tornou um mestre no controle da sua energia o que ela aparentava não ter fim . Então o tempo foi passando .
Então no seu 16º aniversário o abade chegou para o jovem e lhe disse , que estava na hora de escolher se ele ficaria ou partiria do mosteiro , que o trabalho deles estava cumprido e que o jovem podia decidir seus próprios passos por conta própria agora , más que ele era mais que bem-vindo a ficar no mosteiro, pois nunca foi visto como fardo. Era a primeira vez que o jovem reparava no abade ele era um homem alto com uma leve cicatriz na bochecha esquerda , como um corte , e um olhar forte e destemido , sem dúvidas um dia tinha sido alguém forte, talvez alguém o tenha acontecido pra ele se reclusar do mundo , talvez o rapaz tivesse o julgado mal e que no fundo o abade só estivesse tentando protege-lo do mundo .
Mas havia algo dentro do jovem que ansiava por partir, conhecer o mundo , pessoas , usar seu poder , ajudar quem precisa-se . Era apenas instinto, o que o movia , era instinto . Quem sabe até se tornar um rei , mas ele não sabia sobre isso , mas um dia tais palavras lhe foram ditas , ele só era novo de mais para lembra-las .
-Preciso partir ! -, responde ele com certo pesar , pois esses monges eram sua família e bem ou mal mesmo sem demonstração de afeto ou algo do tipo , mas eles cuidaram dele e o ensinaram tudo que sabia até então .
-Nós sabemos ! -, falou o abade , - sempre soubemos que você era especial de alguma forma , aqui tome -, fala o homem esticando os braços entregando algo para o garoto , - você estava enrolado nisso, no dia que o achamos , agora não parece ser nada mais que um cachecol -. Brinca o homem , era a manta cor bordo que tinha sido cuidadosamente guardada e ainda parecia ser nova. - você veio de algum lugar -, continua o abade , - Encontre-o se achar certo , não podemos lhe dizer nada infelizmente , pois você só tinha essa manta quando veio a nós , más se algo mudar pode voltar pra casa , o mosteiro sempre será seu lar -. Termina o abade
Essas palavras nunca tinham passado por sua cabeça , lar , pois ele nunca havia sentido que ali era seu lar até aquele momento , mas ele precisava partir e assim o fez.
Então o jovem entra em uma pequena canoa levando apenas alguns poucos mantimentos , suas roupas do corpo e seu cachecol e então ele entra no rio , a tristeza da partida que o fora atingido loco desapareceu , só restando a adrenalina de uma aventura em um mundo gigantesco para explorar.
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2020.09.21 19:25 luuizaa Apaguei na minha casa e acordei na minha cama sem entender nada

Bom, eu tenho 16 anos e estava de férias essa semana que passou, todo dia eu tava dormindo bem tarde porque adolescente tem esse negócio de querer trocar o dia pela noite. Não sei se isso tem alguma relevância pq faço isso toda vez q entro de férias ou feriados e bah. Hoje, segunda-feira, eu acordei 7hrs da amanhã tendo ido dormir umas 4hrs da madrugada pq tinha que arrumar meu quarto antes das aulas voltarem. Me arrumei pra aula (msm n sendo presencial minha escola começou a exigir o uso de uniforme) tomei um bom café e estava decidida a ter um belo dia de estudos, sim eu estava sozinha em casa, 10 min antes da minha primeira aula começar eu já estava entrando no site e pa, não me lembro de mais nada. Acordei 12:30, sem saber direito que hrs eram e porque eu estava deitada na minha cama, me desesperei levemente pq n sabia oq tinha acontecido e eu perdi todas as minhas aulas do dia, foi quando consegui lembrar da última memória de abrir o site da escola. Ao que parece eu tive algum tipo de apagão, já q eu nem deitada estava nem nada, estava bem ativa e animada para finalmente me dedicar as aulas onlines do jeito que eu queria, mas eu simplesmente apaguei e aparentemente andei da minha escrivaninha e subi para minha cama que é no alto, eu inclusive tirei meus óculos e deixei eles fechados perfeitamente coisa q eu nunca acerto, tirei minhas pantufas, subi as escadas que precisam de certa força para subir e deitei na cama. Porém eu não lembro de nada disso, se alguém já teve algo parecido ou saiba oq pode ter acontecido me ajude por favor, pq minha mãe não liga e disse q é drama. Eu nunca apresentei sonambulismo, falo coisas desconexas que nem da pra entender direito enquanto eu durmo e as vezes até respondo inconscientemente se me chamarem, mas nunca tive nada parecido com isso e tbm temos o fato de que eu n estava nem perto de dormir, eu n estava nem com sono direito, eu realmente queria participar das minhas aulas. Achei que alguém aqui poderia me ajudar a entender, obrigada.
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2020.09.20 22:32 sorcererflows Fui transar por curiosidade e olha no que deu

Eu (25h) nunca achei que sexo precisaria ser com alguém que você necessariamente ama mas mesmo assim passei muitos anos virgem, nunca me incomodei e meus amigos mais próximos sabem. Sempre fui bem tímido e meio ruim de papo, o que só ajudou nisso kkkkk No final de julho tive a brilhante ideia "vou sair com uma acompanhante" Comecei a pesquisar nos sites, fóruns, comentários, vídeos e etc... só a ideia de que quando achasse o equilíbrio certo de custo x beneficio eu iria transar já deixava meu pau duraço. Encontrei uma menina bem bonita e com boas avaliações e fui falar com ela no wpp, como o anúncio já era bastante claro e os comentários já dizia os serviços prestados foi uma conversa bem rápida e fui pro flat dela. Estava COMPLETAMENTE calmo, sim fiquei estranhamente bem de boa antes de conhecer ela pessoalmente e durante a transa, a transa em si foi boa para padrões de perder a virgindade que vejo as pessoas falando por ai, sai satisfeito até mas no carro voltando pra casa o pau já estava duraço novamente, cheguei em casa e bati uma pra um vídeo de uma garota parecida com ela. Fiquei com um pensamento de que poderia ter feito melhor e de que aquela garota não tinha sido uma boa escolha apesar de bonita e ter feito tudo o que foi combinado. 1 semana, muitas punhetas e muitos anúncios depois escolhi outra garota pra sair, dessa vez em um motel. Peguei o quarto, avisei o número e ela chegou menos de 5 minutos depois, ela era a mulher das fotos mas por uma questão de ângulo, iluminação parecia ser bem mais bonita do que realmente era, apesar disso fizemos um sexo mais gostoso onde agora eu que estava mais no controle da situação. Sai do motel CANSADO e satisfeito mas adivinhem o que aconteceu quando cheguei em casa? O pau duraço, bati uma e fui dormir. No outro dia fiquei com vontade de fazer um sexo igual do dia anterior mas com uma mulher mais gata... e lá vamos nós, 1 semana, muitas punhetas e muitos anúncios depois achei uma outra acompanhante muito linda por um preço bem em conta e chamei no wpp, ela já veio mandando áudio com uma voz que já me deixou de pau duro (não é difícil eu ficar de pau duro mas tudo bem) ao contrário das outras essa não tinha nenhum comentário mas tinha uma boa descrição então precisei tirar mais algumas dúvidas sobre os serviços prestados do qual alguns ela respondeu e outros não meio que mudando de assunto e perguntando se eu queria ir naquele mesmo momento pro flat dela. Fui pra lá, bato na porta e quando abre pra surpresa de 0 pessoas não era a mulher do anúncio mas era uma gatinha então deu ruim mas deu bom. O problema foi que no atendimento as coisas que estavam no anúncio não foram cumpridas e novamente eu sai frustrado, cheguei em casa bati uma e bora procurar outra acompanhante. Algumas semanas, muitas punhetas e muitos anúncios depois achei outra mulher, gata, completa, vários comentários, chegou no motel antes do combinado e meus amigos, o bagulho foi louco. Ela fazia de tudo, metemos muito e ainda conversamos bastante, sai cansado, satisfeito e quando cheguei em casa... o pau molengão kkkkkkkkk mas antes de dormir ficou bem duro novamente e eu bati uma pra relaxar. Antes de transar pela primeira vez eu não pensava tanto em sexo e me masturbava 1~2 vezes por semana, agora eu eu só penso em foder e não fico 1 dia sem desde o final de julho, surpreendentemente meu consumo de pornô não aumentou tanto quanto a vontade de me masturbar, 95% das vezes eu faço no banho só com a imaginação mesmo. O problema estão sendo os pensamentos durante o dia-a-dia e o liquido que sai do pau pra lubrificar que esta sujando minhas cuecas (eu que lavo, só é chato mesmo) Eu achei que quando fizesse pela primeira vez eu daria uma acalmada mas pelo visto foi o efeito contrário.

EDIT: Esqueci de falar que já estou com programa combinado com outra garota pra amanhã
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2020.09.14 15:11 FlavioKD9 Estou desistindo de mim

Bom, cá estou eu novamente desabafando porque não tenho com quem conversar sobre isso.
Esse fim de semana foi a gota d'água, e acho que não só pra mim, pela primeira vez eu vi minha mãe chorar e dizer que não consegue ser feliz no trabalho nem em casa. Eu tentei (e consegui) por muito tempo fingir que eu estava bem, só que as coisas estão piorando, noites sem dormir, várias vezes quando meus pais estão em casa eu vou no banheiro pra chorar, e não ando tão animado assim quando eu era há uns 5 anos atrás.
Tenho tido várias crises de ansiedade, começa a me faltar o ar, coração acelera, e eu começo a chorar. Todo dia tenho uma, só que durante a semana, meus pais trabalham a maior parte do dia, basicamente só vejo eles de noite, então dá pra esconder. Já pensei várias vezes em me matar, porque seria a opção mais rápida e fácil.
Eu fui criado em uma família evangélica, sempre acreditei em Deus e tudo. Só que estou sentindo que se ele existiu e existiram vidas passadas, eu fui uma pessoa que jogou pedra na cruz. Nasci com uma pancada de problemas respiratórios, vivi minha infância toda indo no hospital, meus pais não tinham casa própria, eles moravam com minha avó, que na verdade era um quarto que cabia uma cama e algumas outras coisas. Meus pais passaram por muitos problemas, e eu me acho um lixo por estar pensando em me matar hoje, sendo que eles passaram por coisas piores. Só que eu sinto uma dor que não dá pra explicar, e eu só quero que ela suma pra sempre.
Sou uma pessoa muito sonhadora e odeio isso. Sonho em namorar uma cantora famosa que eu acompanho a quase 10 anos. Sonho em compartilhar coisas maravilhosas da vida com essa pessoa. Sonho em viver de música, poesia, arte, atuação, produção pra rede social. Sonho em ser rico e poder ajudar pessoas que não tem condição de ter um prato de comida na mesa. Sonho em ajudar pessoas com a arte, porque muitas pessoas me ajudam hoje, acredito que a arte é o que me mantêm. Sempre fui ligado a música, nesse momento enquanto escrevo esse post, estou escutando música. Parece que é um filme, e a trilha sonora tá tocando sempre.
Só que ao mesmo tempo, há outros empecilhos que me frustram e pensam que eu nunca vou conseguir realizar um sonho. Tenho mordida aberta, e consequentemente problemas na fala, odeio minha voz, odeio minha aparência, na verdade, não gosto de nada em mim. E já não é de hoje. Eu sempre quis ser muito sociável, mas nunca consegui manter amigos. Hoje, me vejo sozinho e nem estou aberto a ser sociável.
Vivi mais de 10 anos da minha vida fazendo tudo sozinho. Eu aprendi a ficar sozinho, tanto que hoje, eu não consigo ficar tanto com meus pais, e eu sei que isso machuca eles. Eu tento ficar, mas logo surge um comentário racista, uma piada sem graça, ou então ficam reclamando do trabalho. Eu sinto que eu sou o problema, porque se eles não tivessem um filho pra cuidar, eles não teriam que se matar de trabalhar, meu pai poderia ter seguido o sonho dele, minha mãe podia ter estudado.
Eu sei que sou uma pessoa ingrata, que tem um bilhão de pessoas em situações milhões de vezes piores que a minha. Só que eu também sei que eu tenho uma data limite, que eu to chegando nela. Eu tô desistindo de mim, quando começo alguma coisa, no começo eu fico empolgado, só que logo penso que nunca vou ser bom naquilo, e logo desisto. Como já falei dos sonhos, eu penso neles, mas logo vem o famoso "você nunca vai conseguir isso, nem tenta", e cada vez que isso acontece, parece ser mais certo que não vai acontecer.
Tenho 22, era pra mim estar começando a realizar meus sonhos, mas eu estou aqui, sem conseguir conversar com alguém que não seja uma pessoa desconhecida na internet, sem conseguir forças pra levantar da cama de manhã. Eu comecei a meditar semana passada, e foi uma das poucas coisas que aliviou um pouco minha ansiedade. Mas, depois de uma hora, ela volta e volta pior. Resumidamente, eu não sei mais o que fazer, eu to desistindo de mim mesmo, vendo meus sonhos fugirem pela janela, vendo o tempo passar, vendo as pessoas realizarem os sonhos delas. Nem sei porque estou escrevendo esse post, se daqui 1-2 dias tudo vai voltar a estaca zero.
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2020.09.10 23:51 Helamaa 😳👉🏻👈🏻

a carência tá imoral e eu tô procurando uma namoradinha, se vcs conhecerem alguma mina que tenha esses requisitos, me avisem redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, , jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, fã da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gameri, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memorização de baralhos, timida, mãe de pet, hidratada, não consumidora de açucar, saudável, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipnóloga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que não tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Raça: nórdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Crânio: dolico ou mesocefálico Óculos: não Aparelhos: não Queixo furado: não Covinhas: não Orelha presa: não Orelha de abano: não Franja em V: não Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: não Graduação: apenas cursos voltados à pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matemáticas: sim Idiomas: fluência em inglês e mais outro idioma Álcool, cigarro, drogas: não, nenhum Personalidade: introversão Cultura: europeia ocidental RELIGIÃO: Cristã Ortodoxa Gostar de escutar rogério skylab:
Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab. O humor é extremamente sutil e, sem uma compreensão sólida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador médio. Há também a visão niilista de Rogério, que está habilmente tecida em sua caracterização - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os fãs entendem essas coisas; eles têm a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas não são apenas engraçadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseqüência, as pessoas que não gostam de Rogério Skylab são verdadeiros idiotas - é claro que eles não apreciariam, por exemplo, o humor no bordão existencial de Rogério "Chico Xavier é viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que é uma referência criptíca para o épico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas coçando a cabeça em confusão enquanto as músicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos… como eu tenho pena deles. E sim, a propósito, eu tenho uma tatuagem do Rogério Skylab. E não, você não pode vê-la. É só para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antemão que possuem um QI com diferença absoluta de no máximo 5 pontos do meu (de preferência para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no chão + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + café gelado sem açúcar + hipismo + compilação mitadas Enéas + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + meditação iasd + músicas para concentração, foco e inteligência + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + essência de morango da turma da mônica no narguilé + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + óculos do aécio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do estádio + canal Ultras 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Astúrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n°18 com portão vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibiótico no café da manhã + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos últimos meses falando "dur hur você não sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e não encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou tão óbvia, que eles não tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo vídeo, NÃO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudanças climáticas naturais, junto com a separação gradual dos continentes, é que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma região muito especifica. Agora só falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpretação de pessoas que não sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. São apenas aves e mamíferos ancestrais de milhões de anos atrás. E antes que eu me esqueça, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
É fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. Não há um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente são tão simples. Entretanto, com estudo e meditação o caminho começa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que você quer começa com noções do pensamento Helênico. Entenda que boa parte da visão de mundo cristã vem da antiguidade clássica, principalmente as noções de harmonia e belo. Não te peço para ler tudo o que já foi jogado ao chão pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia básica dos quatro humores gregos, e que essa é uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles serão utilizados no futuro de forma metafórica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado não há conexão com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem é Platônica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da confluência da cultura grega com a egípcia, incluindo a alquimia. A tábua esmeralda é um texto obrigatório. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alquímica, porque será importante para você no futuro. É dentro da alquimia que irão discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). Não se pretenda nenhum mestre dos espagíricos, porque os químicos farão isso melhor do que você. Entenda que não havia essa separação absoluta entre o material e o espiritual, então os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da história. Entenda também que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros à química.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja difícil dar atenção à Cabala Judaica com o surto conspiracionista chanístico sobre a índole de todo um povo, mas querendo ou não o judaísmo é o Pai da fé cristã, sendo Jesus judeu. Entenda que a árvore da vida é um estudo sobre Deus e suas emanações, e dela virá uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar também tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Evangelion Fullmetal Alchemist K-on! Naruto Shingeki no Kyojin Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora♥️ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky☆Star Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama♪ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka☆Magica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
NÃO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavrões As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos 🍷, isso é coisa de dama) As que vão para balada, festa, rave etc As que postam foto com decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando você colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em várias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a única coisa que você faz é que as pessoas tenham desejo sexual por você, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que você vai ficar tão emocionada com os 500 likes, 120 comentários e as inúmeras mensagens privadas! Você vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles não se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, não importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educación con seu sonrrisa,
As que já ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um único ano As que não trabalham ou estudam (ou que estão em um curso irrelevante de humanas) As que não sabem o básico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que estão pedindo presentes sempre As que já estão comprometidas As não gostam de crianças ou dizem que não querem ter filhos (pessoas que não querem ter filhos não são confiáveis) As que tem piercing de bufalo
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2020.09.08 02:17 Lukeoru Uma mina me olhou com nojo por eu ser gordinho e isso foi o pontapé que eu precisava.

Bom, eu resolvi fazer esse post pq me inspirei em um outro de alguém que levou um pé na bunda kkkk.
A Historia é o seguinte: Fui pra uma outra cidade sair com uma menina que conheci no Tinder(Fui nesse sábado 5/9 pra voltar no domingo 6/9). Nos tinhamos falado bastante sobre a vida dela e a minha e eu percebia um certo clima de que no minímo eu ganharia um beijo, mas chegando lá já fiquei desconfortável pois ela fez uma carinha de "nojinho" quando meu viu. Mas até aí beleza vida que segue... conversamos, na verdade, tentei conversar e criar assunto Mas ela ficava me cortando e quando eu conseguia falar ela ficava no celular. Isso foi me irritando aos poucos e fazendo eu me questionar se tenho um papo tão merda assim, mas continuei suave como se nada tivesse acontecido, até o momento que começou a chegar uns amigos E amigas na casa dela.
Como eu Não conhecia nenhum dos amigos dela, tentava entrar no assunto ou rir de algo que eu achava engraçado pra ver se eles percebiam que eu tava ali. Deu certo mas toda vez que eu falava, ela me cortava de novo Ou revirava os olhos, enquanto os amigos dela interagiam e trocavam altas ideias comigo.
No final da noite, só estávamos ela e eu na casa dela. Investi pra ver se rolava algo mas não deu em nada e fomos dormir em quartos separados.
No outro dia, eu acordei cedo, limpei a casa dela (pois estava frustrado e limpar me acalma) e quando ela acordou, ela nem me agradeceu.
Fomos almoçar juntos. Durante o almoço comecei a falar com ela sobre o que tinha rolado ontem, se eu tinha feito ou falado algo de errado ou se ela só se decepcionou comigo. Ela foi sincera falando que:
"Ah é que eu não tava muito no clima, e pensei que você não seria tão gordinho assim."
Isso fez eu segurar algumas lágrimas mas vida que segue né, tinha falado que só ia sair da casa dela as 15:00 E nesse meio tempo tentei falar sobre o porquê dela não ter falado isso antes, ou tivesse sido sincera desde que eu cheguei pra que eu não fosse criando expectativa, e ela só respondeu com um "Não sei".
Dado as 15:00, me despedi dela com um abraço e com um sorriso no rosto falei que adorei o final de semana e que deveríamos fazer de novo quando ela voltasse da cidade dela (no final desse mês ela irá voltar pra cidade natal dela) e ela disse com uma animação genuina na voz:
"Claro, vamos sim!"
Na volta pra minha cidade, fiquei pensando no jeito que ela me tratou, do que ela tinha me falado e de se ela tinha razão ou não. Decidi voltar pra academia e pegar firme, fazer dieta, ir pela primeira vez numa psicóloga pra ver se tá tudo normal na minha cabeça. Vou começar a dieta e academia amanhã (08/09) vou ir na psicóloga na Sexta feira (12/09).
Quando eu ver ela de novo vou ser um homem novo e melhorado. Prometi isso pra mim mesmo.
Enfim, desculpa o texto longo mas foi uma experiência "agridoce" pra mim, e só tinha que tirar do meu peito, obrigado por ter lido até aqui.
submitted by Lukeoru to desabafos [link] [comments]


2020.09.04 05:42 SpeedHS11 Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias (editora PandorgA) 
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Este livro contém 4 contos:
- o gato preto (1843)
- Ligeia (1838)
- a queda da Casa de Usher (1839)
- pequena conversa com a múmia (1839)

O Gato Preto (1843) 
''NÃO ESPERO NEM PEÇO que acreditem neste relato estranho, porém simples, que estou prester a escrever. Louco seria se eu o esperasse, em um caso onde meus próprios sentidos rejeitam o que eles mesmos testemunham.''
Faço das palavras de Poe as minhas, o conto começa com Poe falando de sua paixão por animais, e que sempre foi mimado pelos pais em relação à isso, o conto carrega toda uma história por trás, a começar pelo nome Plutão, que é o apelido de Hades (deus dos mortos), a cor preta, a superstição de que gatos pretos seriam bruxas disfarçadas e também a ideia de sete vidas dos gatos, todas essas características se encaixam perfeitamente no enredo do conto.
Com o passar do tempo, Poe foi mudando para uma pessoa pior, graças ao alcoolismo, se tornando mais melancólico, irritável, e indiferente às todos ao seu redor, menos ao gato, porém isso não durou muito tempo e o gato agora também passara a sofrer assim como todos os outros com as atitudes de Poe.
Quando Poe voltava para casa após mais uma noite de puro alcoolismo, percebeu que Plutão evitava-o, percebendo isso tratou de agarrar o gato, porém, o gato ficou assustado (com razão) e acabou dando uma pequena mordida em sua mão, isso despertou uma fúria (como o próprio Poe diz, demoníaca) e ele acaba por arrancar o olho do gato com um canivete que estava em seu bolso.
''de fazer o mal pelo único desejo de fazer o mal'' E foi assim que Poe fez o que ele julgava errado mas fez. Em uma manhã fria ele enforcou e matou o gato, no galho de uma árvore enquanto lágrimas escorriam de seus olhos, segundo as próprias palavras de Poe: ''enforquei-o porque sabia que assim fazendo estava cometendo um pecado - um pecado mortal, que comprometeria então minha alma importal e a colocaria - se tal coisa fosse possível - além do alcance da infinita misericórdia do Deus mais misericordioso e mais terrível.'' A noite do mesmo dia terminou com a casa de Poe em chamas, a cortina de seu quarto pegou fogo e por pouco conseguiram sair todos vivos e a casa acabou completamente destruída.
No dia seguinte ao incêndio, quando Poe visita as ruínas do que sobrou de sua casa, todas as paredes com exceção de uma tinham desabado e justo nessa única parede que não havia sido destruída completamente, estavam as palavras ''estranho!'', ''singular!'' e outras expressões similares, que despertaram a curiosidade de Poe, porém, o que mais o intrigava era o fato de que nessa mesma parede havia a figura de um gato de um gato gigantesco e havia uma corda ao redor do pescoço do anomal, Poe criou uma grande explicação para o ocorrido e se deu por satisfeito, embora dessa forma tenha prontamente satisfeito a razão, ele não poderia dizer o mesmo quanto à sua consciência.
Sem mais nem menos, surge um gato preto extremamente parecido com Plutão, no meio da noite em mais um dia de bebidas de Poe, os dois acabam gostando um do outro e assim, o gato segue para a casa de Poe e logo se familiariza com a casa e a esposa. Aos poucos por alguma razão Poe começou a sentir uma aversão ao gato, o fato do animal não ter um olho e a marca no peito do gato que antes era indefinida, mas agora essa marca branca passa a ser a imagem do enforcamento, contribuiram para essa aversão.
Certo dia enquanto ia para o seu porão, o gato mais uma vez o seguia e acompanhava-o, desta vez o gato acompanhava Poe enquanto descia as escadas e quando o fazendo cair, isso despertou uma fúria demoníaca em Poe, que na mesma hora pegou seu machado, quando estava pronto para matar o animal sua mulher interviu, desviando o golpe, sem pensar Poe enfiou o machado na cabeça de sua mulher, ela caiu morta sem sequer gemer.
Poe agora precisava se livrar do corpo, pensou e chegou na conclusão que deveria emparedá-la no porão, o que ele fez foi retirar os tijolos de um ponto da parede que havia uma saliência de uma falsa chaminé e fez no final das contas um ótimo trabalho.
O gato obviamente assustado com a situação fugiu e nunca mais voltou, isso despertou uma sensação de alívio em Poe, ele se sentia um homem livre, a sua consciência em relação sua mulher, pertubava- o pouco. No dia seguinte policiais foram até a casa fazer uma última busca e quando já estavam prestes a ir embora, Poe cita o quanto aquele porão fora bem construído e acaba por bater na parede com a bengala que segurava, na qual estava o cadáver de sua mulher do coração.
O eco da batida nem tinha acabado de soar quando uma voz de dentro respondeu com um uivo, como se tivesse vindo do inferno, com isso Poe quase desmaia até a parede do lado oposto, o cadáver ''com a boca vermelha escancarada e o olho solitário de fogo, estava sentada a criatura hedionda cujos ardis tinham me seduzido ao assassinato, e cuja voz delatora havia me condenado à forca. Eu tinha emparedado o monstro dentro da tumba!''
Ligeia (1838) 
O conto começa com Poe lembrando-se de Ligeia, fazendo grandes elogios e lembrando-se apenas que a encontrou pela primeira vez em alguma grande e decadente cidade às margens do Reno. Poe não se lembra do nome de sua família.
''Não existe beleza rara sem que haja algo de estranho em suas proporções''. Poe segue exaltando Ligeia: Alta, porte majestono, a quietude complacente de seu comportamento... A pele rivalizava com o mais puro marfim, a imponente fronte sobressaindo e a delicada proeminência acima de suas têmporas, as brilhantes e negras madeixas, negras como as asas de um corvo, luxuriantes cachos naturais, suas linhas delicadas do nariz, as covinhas, os olhos bem maiores do que o comum, a magnífica curvatura do lábio superior e o aspecto suave e voluptuoso do inferior. Ele se lembra de seus olhos, incríveis e incomuns, largos e luminosos, e sentiu fortes sentimentos ao lembrar de seus olhos, que só sentiu os mesmos sentimentos raramente quando: viu o crescimento de uma videira, numa mariposa, uma borboleta, um fluxo de água corrente...
Poe lembra dos primeiros anos de casamento, em que ele confiava em Ligeia em nível de confiança semelhante à de uma criança, a ser guiada por ela, em um caótico de investigação metafísica em que se achava ocupado durante os primeiros anos de casamento. Enquanto Poe acompanhava de perto a morte de Ligeia na cama, ela demonstra todo a sua paixão e pede a Poe que leia alguns de seus versos, logo após Poe terminar a leitura, Ligeia ergueu-se e teve espasmos, e então, abaixou os braços retornando ao leito de morte e morreu.
Meses depois do ocorrido, Poe, compra uma abadia em um lugar remoto da Inglaterra se casa com Lady Rowena, no primeiro mês de casamento ela temia o violento mau-humor de Poe seu temperadomento, que tanto evitava e amava. No segundo mês de casamento Lady Rowena fica doente e demora para se recuperar até que um segundo e mais violento acesso a acometeu, colocando-a de volta à cama em sofrimento, ela começa a ficar doente de forma mais grave e reccorente, Poe então decide dar uma taça de vinho para recuperá-la, foi aí então que ele ouviu passos leves sobre o carpete próximo a cama, e então quando Rowena estava prestes a bebero cálice, ele viu caindo dentro da taça, três ou quatro grande gotas de um brilhante líquido, porém ele achou que fosse tudo imaginação e não mencionou o fato à ela, algum tempo depois ela morre e seu corpo é preparado para o túmulo.
Com o tempo, Poe percebe que suas bochechas voltam a ficarem vermelhas, durante alguns dias ele escuta alguns sons do cadáver e havia até mesmo uma leve pulsação de seu coração, ela estava viva, porém, sempre indo e voltando da morte, com grandes sinais à prova, mas Poe não se importava e estava cansado das violentas emoções.
De repente, ela ergue-se da cama, cambaleando de olhos fechados avanã para o meio do quarto, Poe se aproxima e toca, fazendo assim cair os tecidos sinistros que a enrolavam, revelando assim seus cabelos negros, mais negros que as asas de um corvo da meia-noite e os grandes olhos, grandes, negros e selvagens de seu perdido amor, Lady Ligeia.
A queda da Casa de Usher (1839) 
Poe percorri de cavalo um caminho escuro, chegando à casa de Usher (sua caraterística principal era parecer excessivamente antiga) ele sente uma sensação de insuportável melancolia invadir seu espírito, ele chega até a sala grande e imponente em que Usher (um dos únicos amigos de infãncia e adolescência de Poe) estava, Usher então se levanta do sofá e o comprimenta calorosamente. Com sua voz que variava rapidamente de um indecisão trêmula até uma forma pesada e lenta de falar, ele contou sobre o objetivo da visita e do consolo que ele esperava sentir com a presença de Poe e abordou a causa de sua doença, disse que era um mal constitucional e familiar para o qual ele já não tinha esoerança de encontrar uma cura.
Ele sofria de um aguçamento mórbido dos sentidos: só suportava as comidas mais insípidas, só podia uisar vestes de certa textura, o cheiro de todas as flores o oprimia, uma mera luz fraca torturava seus olhos e somente alguns sons não lhe inspiravam horror. Poe percebe pouco a pouco por meio de alusões entrecortadas e ambíguas, ele estava dominado por certas impressões supersticiosas com relação ao imóvel onde vivia e de onde, por muitos anos, nunca havia se aventurado a sair, superstições acerca de uma influência cuja força hipotética foi descrita em termos muito obscuros para ser relatada aqui e a aproximação evidente e iminente da morte de sua querida e amada irmã, lady Madeline.
Lady Madeline tinha uma apatia, uma devastação física lenta e gradual, e frequentes afecções de um caráter parcialmente cataléptico. Até então, lutara com firmeza contra a doença e não se entregara à cama, mas, ao final da noite, ela sucumbiu e Poe nunca mais a veria a mesma dama pelo menos enquanto vivesse.
Usher declarou que tinha a intenção de preservar o corpo da irmã por quinze dias (antes de finalmente sepultá-la), em uma das várias câmara que existiam dentro dos muro principais da casa, a razão era o caráter incomum da morte da falecida e as inevitáveis perguntas inoportunas e impulsivas por parte dos médicos, Poe ajuda pessoalmente nos preparativos do sepultamento temporário, levam ao à uma câmara que estivera fechada por muito tempo e lá é revelado que Usher e sua irmã eram gêmeos.
Uma noite tempestuosa, ma terrivelmente bela invadiu o quarto quase erguendo-os do chão, um vapor agitado subia pela casa e a encobria como uma mortalha, Poe logo retirou Usher de perto da janelo e colocou-o na poltrona, lendo um de seus romances favoritos: ''O Louco Triste'' de Sir Launcelot Canning.
Ao terminar a leitura, em que um escuto havia caído sobre um piso de prata, Poe, como escuta como se relamente um escudo de bronze tivesse caído com todo seu peso sobre um pavimento de prata. Quando Usher é questionado por Poe sobre o barulho, Usher: ''Sim, eu ouço e tenho ouvido. Por muito... muito... muito tempo... por muitos minutos, muitas horas, muitdos dias ouvi... Nós a colocamos viva no túmulo! INSENSATO! ESTOU LHE DIZENDO QUE ELA AGORA ESTÁ DO OUTRO LADO DA PORTA!''
Como em um passe de mágica, a porta para que Usher apotava abriu lentamente, e lá estava a figura alta e amortalhada de lady Madeline Usher. Então, com um lamento baixo, desabou pesadamente sobre o corpo do irmão, e em sua agonia final, arrastou-o para o chão, morto, vítima dos terrores que havia previsto.
Poe então foge horrorizado daquele quarto e daquela mansão, de repente, uma luz forte surgiu no caminho, era a luz da lua cheia, um vermelho escalarte que brilhava através daquela rachadura na mansão e que se estendia até do telhado até o chão. Dali veio um sopro forte do redemoinho, as grandes paredes desabavam enquanto se ouvia uma demorada e tumultuada gritaria, como se o ruído viesse de mil aguaceiros, e o lago profundo e gélico aos seus pés se fecharam, de forma sombria e silenciosa, sobre os destroços da ''Casa de Usher''.
Pequena Conversa Com a Múmia (1839) 
O simpósio (festa após um banquete) da noite anterior tinha sido demais para Poe, com uma dor de cabeça miserável e caindo de sono preferiu fazer uma última refeição antes de dormir (Welsh rabbit). Porém, ainda não completara o terceiro ronco quando a camapinha começa a tocar furiosiamente, era um bilhete do doutor Pononner, que dizia que obteve o consentimento dos direitos do museu da cidade para examinar uma Múmia, em um salto se levantou da cama rumo à casa do doutor.
Chegando na casa do doutor ele encontrara um grupo ansioso e a Múmia, encontrada às margens do Nilo, estendida sobre a mesa de jantar, acâmara onde fora encontrada a Múmia era rica em ilustrações, isso indicava uma vasta riqueza do morto. Encontraram o corpo em ótimo estado de preservação, sem nenhum odor perceptível, cor avermelhada, olhos removidos e substituídos por olhos de vidro, cabelos e dentes em boas condições. Quando perceberam que já passava de duas horas da manhã, decidiram adiar a dissecação até a noite seguinte, porém, alguém surgiu com a ideia de fazer um experimento com a pilha de Volta (aplicar eletricidade).
Prestes a ir embora, Poe se depara com as pálpebras da Múmia coberta pelas pálpebras, depois do choque inicial decidiram prosseguir com um novo experimento, e, durante o mesmo, a Múmia desfere um pontapé no doutor Ponnonner que foi lançado à rua janela abaixo. Depois de iniciarem o teste elétrico a Múmia espirrou, sentou e se dirigiu aos senhores Gliddon e Buckingham com um egípcio perfeito um discurso, neste discurso ele reclamou de ser despido num dia frio e da forma como fora tratado.
Gliddon fez um discurso em que citava principalment os enormes benefícios que a ciência podera obter com o desenrolamento e a evisceração das múmias e aproveitou o momento para se desculpar por qualquer incômodo que pudéssemos ter causado à múmia Allamistakeo, reparando que ela estava se tremendo de frio, o doutor correu e logo voltou com uma casaca preta, um par de calças xadrez azul-celeste, uma camisa xadrezinha cor de rosa, um colete de brocado com abas, um sobretudo branco, uma bengala de passeio, um chapéu sem aba, um par de botas de verniz, um par de luvas de pelica cor de palha, um monóculo, um par de suíças e uma gravata cascata.
Seguiu-se uma série de perguntas e de cálculos pelos quais se tornou evidente que a antiguidade da múmia tinha sido muito mal avaliada, haviam passado cinco mil e cinquenta anos e alguns meses desde que ela tinha sido despachada. Logo depois a múmia explica o princípio fundamental do embalsamento e que gozava de ter o privilégio de ter nas veias sangue do Escaravelho, pois só assim teria o direito em sua época de ser embalsamado vivo. O Escaravelho era o brasão, as ''armas'' de uma família muito nobre e muito distinta, pois era comum se retirar o cérebro e as vísceras do cadáver antes de embalsamá'lo, só o clá dos Escaravelhos não seguia essa regra.
''Veja nossa arquitetura!'' gritava Ponnonner. ''A Fonte Bowling-Green!Ou, se esse espetáculo e imponente demais, contemple por um instante o Capitólio, em Washington, D. C.! E o bom doutorzinho chegou até a detalhar de forma minuciosa as proporções do edifício a que se referia. Explicou que o pórtico era adornado com não menos que vinte e quatro colunas, cada uma com um metro e meio de diâmetro e colocadas a três metros de distância umas das outras.
O conde respondeu que lamentava não se lembrar das dimensões precisas de nenhum dos edifícios principais da cidade de Aznac, cuja fundação se perdia na noite dos séculos, mas cujas ruínas permaneciam ainda de pé, se lembrou de ter visto um palácio secundário que tinha cento e quarenta e quatro colunas, com onze metros de circunferência e sete metros de distância entre cada uma delas, o acessoa esse pórtiro, vindo do Nilo, era feito através de uma avenida de três quilômetros, composta por esfinges, estátuas e obeliscos de seis, dezoito e trinta metros de altura. O palácio em si tinha, só em uma das direções três quilômetros de comprimento e deveria ter, ao todo, uns onze de circuito. As paredes eram ricamente decoradas, por dentro e por fora, com pinturas hieroglíficas. Ele não pretendia afirmar que até cinquenta ou sessenta dos Capitólios do doutor poderiam ter sido construídos dentro dessas paredes, mas que tinmha absoluta certeza de que duas ou três centenas deles se espremeriam ali com alguma dificuldade.
Nisso se seguiu a noite com os cavalheiros fazendo perguntas complexas ao egípcio, que respondia todas surpreendentemente bem, os cavalheiros não sabiam mais que perguntas fazerem, pois, a cada pergunta que faziam, o egípcio respondia todas e simplesmente os calava com sua superioridade egípcia em basicamente todas as áreas mencionadas pelos cavalheiros ali presente.
Porém, quando estavam prestes a serem derrotados intelectualmente, Ponnonner perguntou se as pessoas no Egito realmente pretendiam rivalizar com as pessoas modernas, na importantíssima questão do vestuário. O conde então olhou para os suspensórios de suas calças e, segurando a ponta de seu fraque, segurou-os perto dos olhos por alguns minutos. Deixando-os cair finalmente, sua boca escancarou-se gradualmente de uma orelha à outra, mas não me lembro se respondeu alguma coisa.
O egípcio baixou a cabeça. Nunca houve um triunfo tão completo, nunca antes a derrota foi assumida com tanto despeito, Poe pega seu chapéu e parte para casa. Chegou em casa depois das quatro horas da manhã e foi-se deitar, agora eram dez horas da manhã com Poe escrevendo estas lembranças, ansioso para saber quem será o Presidente em 2045, iria procurar o doutor Ponnonner e pedir para que seja embalsamado por alguns séculos.
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2020.09.03 20:16 OrbitingMoon Minha visão de mundo sempre foi meio distorcida

Quando moleque eu era meio bagunceiro, fazia muita merda, às vezes puxava briga, mas não sabia me defender depois, mas mesmo assim eu tinha alguns amigos. Quando eu entrei na quarta série eu tinha engordado um pouco, e na minha sala tinha um repetente. Nossa relação inicialmente foi bem normal, mas eventualmente começamos a nos dar mal e ele começou a me bullynar. Da quarta até a oitava série, quase que todo dia, eu tinha que lidar com isso (escola pequena, só tinha uma turma por série), eu era muito triste na época; matava aula sempre que podia, porque lá tudo que me esperava era zoação e eventuais brigas (que eu sempre perdia). Eventualmente todo mundo cresceu e parou de fazer isso, e o bullying acabou.
Mas não foram só flores depois daquilo, é óbvio que aquilo fudeu comigo, durante aqueles anos eu tentei suicídio no mínimo umas duas vezes, e toda noite antes de dormir eu desejava que ou eu ou ele morressemos, porque eu não aguentava mais. Quando acabou, eu tinha uns 14 anos, estava no nono ano, nunca havia tido uma amiga mulher, nunca dormi na casa de um amigo, não sabia fazer amizades, não sabia sorrir, era tímido, não sabia conversar, não tinha nenhum amigo de fora da escola, e mesmo dentro dela, só tinha dois ou três amigos de infância. Eu basicamente ainda era tão socialmente desenvolvido quanto uma criança de 10 anos (talvez até menos).
Enfim, eu não ligava pra isso, eu podia fazer amizades virtuais, certo? Sim, e eu fiz alguns bons amigos, mas eventualmente eu perdia todos eles porque eu não tinha escrúpulos e falava demais, coisas pessoais, íntimas, enfim. Eu não sabia manter amizades, eu era "estranho" demais pra isso. Mas um cara, ainda assim, me suportava, ele era bastante compreensivo e me aturava, incentivava-me a estudar, conversar com meninas ou outras pessoas, mas eu não levava ele tão a sério, até que eu entrei no ensino médio. De repente eu percebi o quão inútil eu era, e como eu não sabia de nada que deveria ser senso comum (eu, com 15 anos, não sabia nem o que significava ficar com uma menina).
Eu pedi muitos e muitos conselhos para aquele meu amigo, e ele me ajudou bastante, eu fiz minha primeira amiga mulher graças a ele! Mas eu ainda era muito estranho, então com o tempo perdi tanto a amizade dele quanto a dela. Eu era bastante triste na época, tinha muitas inseguranças, mas ainda assim me esforçava o máximo que podia para fazer amigos. Foi, também, nessa época que eu fiz minha primeira melhor amiga, eu amava ela demais, uma vez brigamos e ficamos alguns meses afastados, fiquei deprimidíssimo por um tempo, considerei suicídio porque não tinha mais ninguém. Mas uma hora eu acabei melhorando e me tornei capaz de ser mais normal, conseguia conversar numa boa, já tinha alguns amigos, fazia novas amizades e tudo mais.
Ainda assim eu ainda tinha uma visão bastante distorcida do gênero feminino, ainda não tinha experiência nenhuma com nada remotamente sexual, inclusive, participava de fóruns de incels, acreditava fielmente na blackpill (tua aparência determina teu sucesso na vida), e mais um monte de besteiras que eu lia nos fóruns. Um dia, porém, uma menina chegou em mim (eu nunca havia visto ela na vida), e pediu pra ficar comigo, eu logicamente aceitei, estava desesperado por uma companheira e por ter essas experiências "normais" que todo jovem tinha. Ela me deu seu número de telefone e ficamos conversando pelas próximas semanas, e que semanas...
Aquela mulher acabou de verdade comigo, só reforçou as visões que eu tinha do gênero feminino que eu via na internet. Ela foi a pior mulher que eu poderia ter encontrado para ser com quem eu teria minhas primeiras experiências envolvendo pegação e afins. Ela era uma pessoa horrível, dizia ter nojo de velhos, falava muita merda pra mim, era burra, mas muito muito muito burra, já tinha 20 anos e não tinha nem terminado o fundamental. Ainda assim, eu não tinha mais ninguém na época, e embora eu não gostasse dela, ainda assim queria experienciar o que era a pegação, então quando começamos a trocar nudes, ignorando como ela abaixou minha autoestima na época porque eu não era superdotado como ela queria, eu sentia uma sensação de poder porque ela me mandava fotos dela sempre que eu queria, eu atribuia isso à minha aparência (sou bonitinho, e segundo os fóruns, era só disso que alguém precisa para ter sucesso na vida).
Eventualmente, meio enojado com ela, decidi que não queria mais ela na minha vida, e cortei contato, voltando a estar sozinho. O engraçado é que aquilo me "traumatizou", e eu me recusei a ficar com alguém depois daquilo, inclusive uma menina que era minha vizinha (pensando agora, se ela tivesse sido a primeira pessoa com quem eu fiquei, eu nunca teria passado por esse monte de merda). Eventualmente eu fiz alguns amigos (homens) e fui pra algumas festinhas pela primeira vez, foi bem bacana, passei mal na primeira vez bêbado), mas eu ainda não queria me envolver com mulheres por medo daquilo se repetir.
Com o tempo eu deixei a visão incel que eu tinha do mundo e da mulheres de lado, mas ainda assim eu tinha uma visão distorcida da vida real. Esse ano eu conheci uma menina pela internet, e ela vem me ajudando bastante com isso, ela é bem bacana, e vem me ajudando a superar o medo que eu tinha de tudo isso. Claro, ela, de certa forma, me decepcionou bastante, foi bem deprimente quando eu percebi que eu não vivo num filme de amor adolescente, sabe? Eu acreditava que encontraria uma menina inexperiente como eu, então namoraríamos e aprenderíamos tudo juntos, seríamos felizes para sempre! Embora ela more perto de mim, ainda é longinho então nunca nos vimos pessoalmente, então embora eu ainda seja bobão quando o assunto é pegação, pelo menos agora, graças a ela, estou disposto a mudar.
Inicialmente eu tinha um crushzinho por ela, porque ela parecia ser o modelo de menina perfeitinha que eu tanto desejava, mas ela é humana, assim como eu, tem defeitos, temos diferenças, e eu fico feliz por ter percebido isso. Eu, ainda não entendo direito como eu cheguei nessa conclusão, mas eu tinha a visão de que toda menina busca um romance enquanto todo cara só quer pegação, e foi um puta choque de realidade quando eu percebi que não era assim, até a menina que era super babaca comigo queria um namorado, ela não quer????
Finalizando, peço desculpas se a coesão do texto tenha ficado ruim (sempre foi meu ponto fraco na escrita de textos) ou se eu omiti algum detalhe importante sem querer. Foi um tempão, fiquei muito tempo vivendo de ilusão, achando que o mundo fosse como um conto de fadas, mas é bom poder saber que agora, depois de tudo isso, eu já não sou o moleque esquisito que eu era há alguns anos. Obrigado se você leu até aqui :)
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2020.09.02 18:41 Ornery-Relief-5136 Como ser feliz sozinho?

Por mais que eu tente (e eu tentei muito), eu não consigo ser feliz… fui diagnosticado com depressão/transtorno de ansiedade pela primeira vez em 2012 após o término de um relacionamento, de lá para cá já passei por alguns psiquiatras/psicólogos, já troquei de medicamentos algumas vezes… E já pensei em suicídio inúmeras vezes (cheguei ao ponto de subir no último andar de um prédio e não tive coragem de pular)
Atualmente faço terapia duas vezes na semana, tomo antidepressivo e calmante para dormir. O meu gatilho sempre foi relacionamentos, eu sou péssimo em lidar com eles, a minha insegurança é extrema e a minha auto-estima é praticamente negativa (odeio meu corpo). Quando começo a conhecer alguém eu fico ansioso e acabo por pressionar a outra pessoa, eu não consigo esperar as coisas acontecerem naturalmente, e eu me odeio por isso.
Recentemente conheci uma pessoa, essa pessoa é incrível, nossos papos são super legais e rolou uma certa identificação pelo fato de termos problemas emocionais parecidos. Mas como sempre, eu acabo me apegando muito fácil e crio uma certa dependência emocional... Estou atualmente vivendo em razão de alguém que conheci a algumas semanas e que é apenas minha amiga. Essa pessoa mora muito longe (outro país), seria totalmente inviável um relacionamento (Eu já expus meus sentimentos para ela, e ela foi muito atenciosa, mas deixou claro que quer apenas amizade).
Essa situação toda me sufoca, me faz passar o dia todo na cama angustiando ‘’será que ela vai me mandar mensagem?’’, ‘’será que ela pensa em mim?’’. Eu simplesmente não consigo ser apenas amigo dela, ela é uma pessoa super legal comigo, era para eu ficar feliz por ter uma amiga dessa.. mas eu não consigo… as paranoias são muito fortes....
Eu me matriculei em uma academia, mas não tenho forças para sair do quarto, já devem fazer uns 3 dias que estou no quarto, só saio para ir ao banheiro e buscar algo para comer…Minha vida se resume a essa looping de sofrer por causa de relacionamentos… atualmente o sofrimento é por causa dessa pessoa X, mas a algum tempo atrás era por causa da pessoa Y… Eu sei que pode parecer frescura minha, mas a angústia que eu sinto é MUITO FORTE, quase todos os dias eu penso em desistir (eu acredito que se eu tivesse uma arma em casa, eu já teria me matado)....
Não sei ao certo porque estou escrevendo isso tudo, eu não espero encontrar resposta alguma aqui, até porque eu já luto contra essas paranoias a tanto tempo e parece que nunca vou conseguir me livrar delas.
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2020.08.20 18:22 stlukest Meu amigo hétero

Homem, 27, gay. Relato de 2016.
Chamei uns amigos próximos pra uma noite de sexta aqui em casa. Jantar, bebida, maconha, cigarro, aquela coisa. Lá pelas tantas da madrugada, a galera começou a ir embora e ficou só um grande amigo meu, hétero, que estava solteiro na época.
Ficamos ainda mais um tempo conversando até que ele perguntou se poderia dormir aqui em casa. Disse que estava meio "lesado" da maconha e não queria pegar Uber naquela hora. Falei que não teria problema, até porque ele já tinha dormido aqui umas duas vezes antes.
Um tempo depois, fui pro meu quarto e ele foi pro outro quarto. Percebi que ele tinha ligado o chuveiro. Deitei e dormi. Uns minutos depois, acordei com uma mensagem dele perguntando se eu estava acordado ainda. Respondi que sim e ele disse "chega ae".
Na minha cabeça, certamente o gurizão tinha feito alguma merda no banheiro...
Entrei no quarto, todo escuro. Só conseguia ver um pedaço do rosto dele pelo brilho do celular. Sentei na cama e perguntei o que ele queria.
Ele perguntou se eu tinha ouvido o que uma das gurias tinha dito no jantar e puxou uns papos meio aleatórios sobre as outras pessoas... até que ele pegou a minha mão, puxou até o pau dele e começou a mexer.
PORRA. Me chamem de ingênuo, mas não estava esperando aquilo. Congelei por uns segundos, daí me subiu aquele calor e pensei... que se foda. Vamos a isso.
Até aquela época eu só tinha tido um namorado e ele não curtia receber sexo oral, então eu nem sabia como fazer direito.
Fui pra baixo da coberta e comecei. Dei aquela enganada no pau durante um tempo, daí fui descendo com a língua até as bolas e finalmente a bunda. Ele tomou um susto no começo, mas deixou. Acho que ele nunca tinha feito nada parecido porque ele dava uns gemidos abafados e forçava minha cabeça na bunda dele (e quem curte bunda sabe como isso nos deixa loucos).
Fiquei maluco pra penetrá-lo, mas ele não deixou e me puxou de volta pra baixo. Continuamos ali até terminarmos, daí nos levantamos e cada um foi para um banheiro se lavar. O outro dia foi como se nada tivesse acontecido.
Até hoje não sei dizer se foi carência/tesão do momento, maconha/bebida, curiosidade... só sei que, pra mim, foi bom pra caralho.
Foi a única vez que transei com um amigo de longa data porque não curto muito misturar amizade com sexo. Hoje eu namoro, ele namora (uma guria) e continua sendo como um irmão pra mim. Nunca mais rolou nada e nunca nem falamos sobre isso. Aliás, essa é a primeira vez que conto essa história.
Alguém já passou por uma situação parecida na vida?
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2020.08.08 02:12 Mtmachado Certamente não era paralisia do sono.

Sempre tive episódios recorrentes de paralisia do sono, mas dessa vez havia algo mais.
O ano era 2018. Por estar estudando longe de casa, morava com meus tios e meu primo especial que chamarei de João. Eu morava especificamente no andar superior, sozinho a maior parte do tempo, mas descia para dormir, já que dividia o quarto com João.
Sabe aquela sensação de estar sendo observado? nessa casa isso acontecia constantemente. Meus tios eram bem velhinhos e dormiam cedo, eu como um bom universitário não dormia. O resultado disso era ter que andar às escuras pela casa já que a cozinha ficava no andar de baixo, mas nem sempre eu andava sozinho, e podia sentir isso a cada passo... ao ponto que meu próprio corpo desviava como se algo estivesse tentando passar. E para piorar, pelo menos 4 dias por semana eu acordava as 3 horas da manhã, sem sono algum. É importante ressaltar que nessa época eu enfrentava um quadro de transtorno de ansiedade e depressão.
Com o tempo, minhas paralisias voltaram, mas não era como antes... E tudo começa em uma noite no final de setembro. Estava começando a acordar e ironicamente tentava adivinhar o horário óbvio. Tentei erguer o braço mas não consegui, meus músculos pareciam desativados, minha respiração não me obedecia, se mantendo leve e constante... tive uma paralisia do sono. Não me assustei e procurei me acalmar, já que sempre tive problemas com isso e não queria perder meu sono com o desespero e agonia. Porém, aquela sensação veio mais forte e sinceramente, não era mais uma sensação, eu tinha certeza que estava sendo observado. Olhei pra porta e vi uma entidade com formato de um homem. Era tudo negro, não possuía rosto, somente o formato escurecido. Ele não disse nada, muito menos eu, que nessa hora estava desesperado. Segundos depois retomei meus movimentos, o homem desapareceu, olhei o relógio e era 3:03, voltei a dormir. Sempre fui cético quanto as atividades paranormais... para mim, era nada mais do que parte do meu inconsciente manifestado enquanto passava pela paralisia.
Duas noites se passaram e às 23h, desci para dormir mas não encontrei travesseiro na minha cama. Olhei para o lado e vi João com os dois travesseiros. Para não acorda-lo decidi puxar o meu lentamente por debaixo de sua cabeça, mas tive uma surpresa. João começou a gritar "para! não! sai! sai!" e segurava os dois travesseiros e coberta com força, ainda com os olhos fechados. Nesse momento vi quanta normalidade ele transparecia com o rosto nessa situação, não expressou em nenhum momento surpresa. Comecei a refletir sobre o quanto aquilo parecia normal para ele e cheguei a uma conclusão que me assustou... a entidade existia e meu primo já havia contatado ela.
Dias se passaram e nada aconteceu, até que um dia acordei de madrugada, dessa vez não conferi horário, mas ouvi partes de uma conversa sobre o que fariam comigo. Não sei quem conversava ou quantos conversavam, mas tinha certeza que o assunto era eu.
Tempos depois recebo a notícia que minha tia precisava realizar um cateterismo, já que apresentava sintomas de cardiopatia há muito tempo. Por conta de meu tio não estar na cidade, ela fez o exame acompanhada de sua segunda filha e passou, juntamente com João, o final de semana na casa da minha prima. Resultado: eu sozinho em casa.
A primeira noite apesar de assustadora, foi normal. Mas na madrugada de domingo para segunda, a paralisia veio junto com a sensação de estar sendo observado. Já sabiam que eu estava sozinho, se existia um momento de vulnerabilidade, era aquele. Tentei gritar perguntando "tem alguém aí?" e não saía a voz, mas conseguiram me ouvir de alguma forma. Da mesma forma me responderam e percebi que não eram sons, algo estava se comunicando comigo. A emissão saía de um lugar escuro entre o guarda roupa e o teclado musical de João. Não sabia o que era, mas sentia a presença e estava me observando ferozmente. Comecei a pensar em gritar e pedir ajuda, mas fui respondido com um "se você falar para alguém, matarei você e seu primo quando menos esperarem", naquele momento eu entendi que existia algo além do que podia compreender, não existia ciência que explicasse o que acontecia. Perguntei "quem é você?". A entidade me respondeu que já habitava a casa e conhecia João, quanto ao seu nome, que também foi dito, era algo que não poderia ser pronunciado por sons, algo me dizia internamente e com uma clareza e convicção inconsciente que aquele nome era de uma entidade maligna, um demônio. Esse pensamento não foi confirmado pelo ser que me observava, havia apenas o silencio naquele momento. Depois e um tempo eu tentei acordar, me debater e pedir socorro. Estabeleci um plano em mente. Havia um caminhão de carga estacionado logo abaixo da janela do quarto, certamente vou quebrar as pernas quando pular, mas não vou morrer ou ser torturado, como pode acontecer aqui. Não obtive retorno, mas sabia que ele me ouvia. Comecei meu plano, passando a tentar gritar e me debater até que de alguma forma eu me despertasse dessa paralisia. Sentia a pressão e algumas palavras de ameaças vindo, mas não parei. Consegui acordar desesperado, mas por algum motivo, acho que desmaiei.
Acordei as 4:45 com o despertador, me arrumei para ir a faculdade. Desci as escadas e percebi que meu plano não era exatamente algo que só eu queria que fosse executado. A verdade é que só estava sendo uma peça de um plano maior. Eu pularia da janela diretamente de encontro ao caminhão, mas acontece que o caminhão já não estava mais ali.
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2020.08.01 22:48 Rita_Bruce_Lee Um motel em Osasco e muita dor de cabeça

Gostaria de compartilhar essa história anonimamente. Aconteceu há alguns anos, mas de tempos em tempos, eu sinto a vontade de desabafar.
Na época, eu era uma universitária bem careta. Me divertia pouco, reclamava muito e trabalhava ainda mais. Tinha acabado de sair de um relacionamento bastante longo e, com a pressão do trabalho, sentia uma crescente vontade de ser mais como os outros jovens. Meus pais nunca foram controladores, sempre tive muita liberdade, mas criei diversas barreiras emocionais com o tempo, me tornando uma pessoa bastante... pau no cu.
Enfim, comecei a usar o Tinder. Não gostava muito das pessoas lá e a imensa maioria dos usuários parecia ansioso para transar. Pois bem, conheci um garoto bastante diferente de qualquer perfil no meu círculo de amigos/exes: ele curtia música black/rap/hip-hop, usava bastante droga, gostava de farra e conhecia bastante gente. Naqueles tempos, eu ainda tinha bastante preconceito, então fiquei surpresa ao conversar com esse cara, pois ele era muito inteligente, sabia muito sobre todos os tipos de música, estava estudando em um lugar legal, etc. Fiquei chocada. Éramos bem opostos, mas em algum ponto no meio do caminho, as coisas se cruzavam. Ele se dizia feminista e tínhamos algumas pautas em comum, sabe? O tipo corinthiano antifascista que é mais usual atualmente.
Antes de tudo, gostaria de dizer que, olhando para trás, eu não tinha barreiras emocionais, eu tinha uma muralha da China emocional.
Pela primeira vez, saímos para uma hamburgueria entre a minha casa e a dele. Tinha que trabalhar até às 22h, cheguei 10 minutos antes do lugar chegar, atrasada. Ficamos no máximo 30 minutos conversando, eu paguei a nossa conta e falei que tinha que voltar pra casa. Ele quis me dar uma carona, quis forçar um beijo, eu agradeci, disse que não, peguei um Uber e voltei para casa. Lembro de pensar: essa pessoa realmente não é pra mim, não acho que deveríamos sair novamente. Mas creio que fui agradável, ele pediu para nós sairmos novamente, a despeito dos contratempos.
Eu morava sozinha e tinha uma vida bastante solitária, cansativa. Nós tínhamos marcado de ir numa balada alternas na Barra Funda, eu havia planejado de desmarcar de última hora. No dia, recordo de me sentir super carente, coloquei uma roupa horrorosa que tinha no armário e fui. Estava em um mal humor tremendo, fedendo, queria beber, bater papo e voltar pra casa. Esse rapaz sabia que eu tinha pouca tolerância para bebida e, sabia ainda mais que eu não usava drogas. Recordo-me que fui extremamente desagradável esse dia, soberba e convencida, a linguagem corporal dizia que ele estava ali por pura educação. Após três cervejas, minha cabeça rodava muito, eu estava completamente desorientada, lembro de ter dito algo que era verdade: "Eu nunca estive tão bêbada na minha vida, me sinto incapaz de controlar meu próprio corpo". Ele rapidamente sugeriu em irmos para outro local. Eu repeti que gostaria de ir pra casa descansar. Ele insistiu que poderia dirigir, que poderíamos ir para outro lugar. Ok. Aceitei, não me sentia em condições de fazer outra coisa a não ser segui-lo.
Pisco, abro os olhos, estamos perto de uma viatura. Ele já teve problemas com a polícia, eu sou branca e aparento ser a pessoa mais careta que você viu na vida, digo: "pode ficar tranquilo, não vão nos parar". Pisco, abro os olhos: estamos em um motel. Começo a ficar nervosa, não sei se quero aquilo. Eles não têm quarto barato, ele pega o quarto mais caro do lugar, consigo ver no rosto dele o misto de nervosismo e tesão. Eu realmente não quero aquilo. Pisco, abro os olhos: ele está em cima de mim em uma garagem cafona de motel. Minhas roupas fedem a suor. Eu falo que não estou a fim, que quero dormir um pouco. Ele me convence para entrarmos no quarto e que posso dormir assim que estiver lá. Se não me engano, eu fui pra cama de roupa e tudo, me sentia completamente exausta e fora de mim. Pisco, abro os olhos: estou só de calcinha.
Bom, o restante vocês podem imaginar.
Eu disse "não" duas vezes aquela noite (pelo que me lembro): uma vez no carro e outra vez quando eu acordei no meio. Além do fato que eu estava completamente desorientada, que certamente não demonstra consentimento. Acordei, ele estava virado para o lado, ansioso com alguma coisa, tinha um compromisso ou algo assim. Eu estava exausta e queria dormir mais, mas me esforcei para sair da cama para tomar um banho. Sentia-me suja, contudo, fui gentil a todo minuto, na medida do possível. Estava confusa e minha cabeça doía horrores. Rapidamente, estávamos no carro. Lembro da brisa no meu rosto, naquele Corsa rebaixado com som tunado, tocando uma música que eu absolutamente detestava, pensei comigo mesma, enquanto passávamos pelo Jaguaré: "eu nunca mais quero ver essa pessoa na minha vida".
Alguns dias depois, recebi uma mensagem. Ele falava para eu ir no apartamento no qual ele vivia com a mãe para nos "divertir". Respondi de maneira polida, agradeci por tudo e disse que depois daquela experiência só gostaria de sair com mulheres. A réplica dele foi algo igualmente polido, mas dizendo que se sentia ofendido, porque, apesar de respeitar os LGBTs, aquilo significava que ele não havia performado bem sexualmente (algo nesse nível, mas bem sutil).
Após você, leitor (se há um leitor para isso!), terminar isso tudo, qual é a moral desse texto? Fui drogada? Não sei, provavelmente não, minha resistência a álcool era bem baixa na época, ainda que eu não tenha visto ninguém na vida apagar com três cervejas. Esse cara foi babaca? Sim e não, provavelmente ele desconhece o próprio erro. Ele me respeitou? Absolutamente não. Eu fiquei com algum trauma? Olha, essa história, de tempos em tempos, ainda me faz chorar. Eu evitei por alguns anos sair novamente com homens. Entretanto, não guardo rancor dessa pessoa, ele possivelmente desconhece o fato de que estuprou alguém e eu não me fiz ser notada.
É isso. Se você, rapaz do Corsa rebaixado que fazia FATEC estiver lendo isso, tenho dois recados:
  1. Me desculpa por ter sido uma mala sem alça aquele dia, eu era bem soberba na época.
  2. Espero que você não tenha estuprado mais ninguém.
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2020.07.30 04:31 RajeshDePiri MEUS AMIGOS FINGEM GOSTAR DE MIM?

Olá, boa noite.
É minha primeira vez no reddit, logo também meu primeiro post. Eu cai no reddit enquanto googlava "meus amigos fingem gostar de mim? o que fazer?" e cabei me deparando com alguns posts de desabafo aqui no reddit, então resolvi compartilhar minha recente experiência e sentimentos afim de ver se consigo encontrar um direção do que devo fazer.
Eu tenho 3 amigos. Só. Todos da época de escola. M, F e E.

MEUS AMIGOS
"M" eu nem lembro direito como conheci, a gente é bem diferente, mas viramos grandes amigos. A minha melhor amiga, na verdade. Conheço ela a quase 7 anos, no decorrer desses anos frequentei a casa dela quase todos os dias após as aulas e ao menos 5 vezes ao ano pós-ensino médio. É alguém que se me ligasse as 3AM pedindo ajudo, eu levantaria e iria ajudar, e que ela faria o mesmo, na medida do possível dela, comigo. Tenho uma relação muito boa com a mãe dela, que sempre diz me considerar como um filho.
"F" eu conheci na escola também, uns 5 anos de amizade. Mas a gente virou amigos mesmo depois que o ensino médio acabou. Na época da escola ele tinha problemas de auto estima e tinha vários preconceitos baseado em esteriotipos com gays (eu sou gay, btw.). Com nossa amizade ele desfez muitos esteriotipos que se tem sobre gays. Inclusive temos liberdade de brincadeiras com ele que com a grande maioria de outros amigos heteros eu não tenho, exatamente por eles terem a mentalidade de que gays são predadores sexuais. [não, gays não querem transar com qualquer homem que fale com eles, entendam isso por favor]. Com o tempo ele melhorou muito a autoestima , hoje é uma pessoa bem diferente da qual conheci no colégio e fico feliz dele ter compartilhado sentimentos deles sobre isso comigo, até por que ele é uma pessoa bem reservada.
"E" também conheci no ensino médio e assim como o "F" nossa amizade só floresceu depois do ensino médio. Já contou que sempre quis se aproximar durante os tempos de escola mas que tinha dificuldades, me achava legal e queria ser meu amigo. Conversamos bastante, ele tem depressão [eu também, BTW] e conversei muito com ele sobre isso, ele sempre falava comigo quando estava mal, contava quando ocorria algo que o deixava triste.

NOSSA RELAÇÃO
Minha amizade com o E e F possui uma dinâmica diferente da minha amizade com a M.
Com o E e F , que são gamers, passamos bastante tempo discord e jogando (geralmente LoL). Sempre me chamam, ou chamo eles, para jogar. Passamos praticamente 3 anos seguidos entrando discord pela manhã e desligando as 3 da manhã.
Com a M eu possuo uma relação de conversar sobre rotina, coisas da nossa vida, falar sobre assuntos em comum e etc... Ela possui ansiedade social, então sempre que a ela precisa sair para algum compromisso, geralmente eu ia com ela.

CONTEXTUALIZANDO O PROBLEMA
Durante o final de 2019 e o decorrer de 2020 eu comecei a ter algum problemas na minha relação para com eles.
Primeiramente que eu não sou uma pessoa de brigar, discutir. Eu falo meus sentimentos, exponho minhas angustias e amores. Eu deixo transparecer para a outra pessoa que eu gosto dela e que ela tem valor pra mim. Quando eu me sinto prejudicado, ou que estou prejudicando, eu chamo pra conversar. Expor os lados, combinar uma melhor forma de se comunicar. E isso sempre funcionou, expecialmente com a M.
O F é bem quieto, quase não tenho problemas com ele, mas paramos de conversar bastante nesse período.
O E sempre me chama, como eu disse, para falar DELE e nunca para saber sobre MIM. Eu me sinto um despejo de lixo emocional descartavel. Conversei com ele 2 vezes sobre isso, surtiu um efeito temporario mas logo se repete. Eu não "reclamo" mais sobre isso, apenas deixo pra lá. Ele sempre comete microagressões comigo (Ou é ignorante, ou me deixa falando sozinho, não demostra interesse na nossa relação, etc.) e eu quase sempre deixo pra lá, já que quando falo sobre não a efeito.
Tenho dificuldade de concentração e um ambiente pouco favorel pra tal esforço, então se empenhar melhor em jogos online competitivamente é dificil pra mim. Quando eu jogo com E e F, acabo ficando um pouco pra trás nas partidas. E ambos, como a maioria dos homens hetéros, brincando ofendendo. E tudo bem por mim, pq eu também brinco assim com eles. Mas durante os jogos eles pegam um pouco mais pesado, e isso me deixa mais desconcentrado e abalado emocionalmente durante as partidas e mesmo eu pedindo pra diminuirem esse tipo de brincadeira, o E só ficava cada vez mais nervoso com as percas e o F não consegue se comunicar de outra forma. Então eu deixo pra lá e sigo jogando como posso. Comecei a ser taxado de "emocionado" e "emotivo" nas entrelinhas.
Porém nesse periodo eu comecei a perceber que eles não me chamavam mais. Nao só pra jogar, o que seria totalmente compreensivel pra mim se eles quisessem subir mais rapidamente competitivamente, mas também para conversar discord. Várias e várias vezes eles estavam conversando e jogando e não me chamavam. Se eu entrava na sala do discord, automaticamente eu sentia o clima mudar para algo como "olha só quem chegou.". E assim que as partidas terminavam e eu ainda estava lá, eles enrolavam e criavam desculpas para não me chamar, mesmo eu nem solicitando participar das partidas, e saiam do discord. Quando havia mais colegas, eles conversavam e se eu falava algo eu acabava ignorado.
Não entro mais nas salas quando vejo eles online.

O GRANDE BOOM DA QUESTÃO
Nesses dias de isolamento social estou seguindo a risca, moro com minha mãe e desde que meus pais se separaram as coisas ficaram dificeis para nós. Se eu saisse e trouxesse algo para dentro de casa e ela ficasse doente eu me sentiria extremamente mal.
M me chamou para dormir na casa dela, já que não saio desde janeiro + isolamento social. Disse que não iria por enquanto por causa do isolamento.
Esse mês é aniversário do E, ele queria fazer uma festa pois acredita que o Covid é algo leve a não se preocupar e onde ele mora não soube de casos. Eu insisti que não queria colocar a vida da minha mãe em risco (além de não querer ser injusto com a M) e que não iria e ele se tornou extremamente ignorante, falando que eu não fosse então que ele não faria questão.
Deixei pra lá.
Depois minha mãe acabou que está furando a quarentena então eu decidi ir a festa com a M e dormir na casa dela por 2 dias depois e não sair mais denovo, só para agradar meus amigos e ir ver eles.
Alguns dias depois eu olhei discord e estavam E e F + alguns colegas nossos, totalizando uns 6 ou 7 pessoas na sala do discord conversando e jogando juntos.
Me senti um 0 a esquerda, alguém que não faria a diferença de estar ali ou não. Já que ninguém me chamou,
Então resolvi jogar um verde. Chamei o E e falei pra ele me avisar quando chegasse do trabalho para que jogassemos o modo novo que lançou num jogo em comum que jogamos.
Depois de 5 minutos ele me responde; "cheguei". Mesmo já estando no discord. Enquanto aguardava ele eu já jogava uma partida (duram em media 15, 20 minutos). Então ele decidiu jogar uma enquanto eu terminava a minha, a minha acabou rapido e fiquei 15 minutos esperando ele.
Assim que a partida dele acabou, os nossos colegas começaram uma juntos e ele reclamou que os meninos não chamaram ele.
Na minha frente.
Esperando ele por 15 minutos.
Então ele virou para mim e me chamou pra jogar. Neguei e disse que não era segunda opção e sai da sala.
F veio perguntar o que aconteceu, eu não queria conversar, mas ele acabou falando que se fosse pelo motivo de qual o E falou, eu estava fazendo tempestade em copo d'agua.
Acabei desabafando com a M e pedi para que ela não falasse para o E nem para o F, sendo que ela é uma pessoa que minha confiança é extrema.
Ela falou pro F.
Me senti extremamente triste, mas resolvi fingir demencia e acabei indo na festa e na casa da M.
Na festa o E ficou grudado comigo, rimos bastante. (em algum momento falando sobre games eles comentaram que jogaram com fulano esses dias, falei que conseguia ver todas as chamadas no discord, entao já sabia disso) e na casa da M, com a propriedade de 8 anos de convivência, senti que ela não queria que eu estivesse ali. Ela chamou 2 primas dela para passar o dia ali e eu acabei ficando de canto, mesmo tentando me enturmar. Não aguentei ficar 2 dias e acabei indo embora no outro dia.
Hoje, alguns dias depois, aguardando o E e o F pra jogar vi que eles estavam jogando com outros amigos e me deixaram de lado, mesmo eu tendo falado que iria esperar o E chegar em casa pra jogar. Dessa vez nao usaram discord.

Minha grande questão é:
Eu me senti muito mal com isso que ocorreu nos ultimos dias. A dor psiquica transpassou e eu senti um aperto no peito. A unica vez que senti uma tristeza e rejeição tão grande, foi quando tive minha primeira paixão e ela brincou comigo, já namorando outra pessoa. Quando minha depressão começou efetivamente. Nunca pensei que ia ter essa sensação no peito denovo. Amizades de quase 8 anos e me evitando.
Por um momento eu sinto que estou sofrendo algum tipo de manipulação ou gaslighting deles. Sendo feito de bobo, como se fosse bom me manter por perto pq eu sou idiota o suficiente pra atender as necessidades deles quando preciso. Outras que eu realmente estou sendo exagerado e que é tudo da minha cabeça.
Passei a tarde chorando hoje, por que são as unicas 3 pessoas que eu tenho realmente ativamente na minha vida. Tenho alguns amigos, mas nossas relação ainda não são tão bem cultivadas e nem temos coisas em comum para desfrutar (como os jogos por exemplo) e não sei o que fazer.
Se eu falar algo, vai ser "outro piti" para eles e logo as coisas voltam ao "normal".
Se eu ficar quieto e deixar isso rolando, meu sofrimento psiquico só vai aumentando.

Não sei o que fazer.
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2020.07.28 05:48 leepz2019 Um "amor" que eu não entendi

Olá me chamo L. (H.28) e venho buscar opiniões pra poder entender oque está acontecendo. Há 4 anos atrás conheci uma moça denominada D. Moça bonita e jovem 15 anos, só queria curtir e zoar a vida, quando eu a conheci foi em casa, naquela época consumimos maconha e vivíamos chapados, ninguém queria nada com nada, eu recém terminado e ela também. Nos envolvemos e aconteceu, a gente ficou e deixamos claro que não queríamos nós apegar tanto, porém não foi isso que aconteceu. Porém eu vinha passando por problemas devido ao meu término recente e vi que estava ali só por estar mesmo. Comecei a pensar e fui me afundando numa depressão profunda e amarga, porém não quis demonstrar isso, eu gostava muito dela e sabia que na idade dela não tinha porque envolver-la em algo desse tipo, afinal queríamos curtir. Passando um tempo minha mãe sabendo da minha situação me chamou pra ir morar com ela no nordeste, sem chão e sem nada resolvi ir sem hesitar. Expliquei para a D. que teria que ir embora pois não tinha mesmo condições de me manter nas condições emocionais que eu estava. Ela entendeu e compreendeu, sempre fomos muito sinceros um com o outro. Fui embora de coração partido por deixar a cidade e pessoas muito importantes pra mim pra trás. Chegando lá não consegui me adaptar e cai em depressão profunda, o único motivo pra eu sair da cama era comer e fumar cannabis. Passado um tempo comecei a me sentir mais disposto, saia pra passear beira mar, dar uns pegas bem assim dizer, uma euforia total. Cheguei a mandar mensagem pra D. Já que tinha me afastado por conta da depressão, porém ela tinha voltado com o ex, segui em frente afinal oque mais me importava era se ela estava feliz ou não. Passado uns 2 meses entrei em uma crise psicótica devido ao uso de cannabis. Passei por avaliação psicológica e fui encaminhado pra uma clínica. Foram os piores dias da minha vida, porém aprendi muita coisa ali. Eu já não queria mais morar lá no nordeste então saindo da internação resolvi fazer uso de drogas denovo sabendo que assim minha mãe me mandaria de volta pra minha cidade aqui no sudeste. Voltei e continuei a usar contrariando todo o tratamento da doença (esquizofrenia) uma simples tendência nada que me tornasse incapacitado de lidar com a sociedade. Certas vezes cheguei a sair e esbarrar com ela pelas ruas, cruzamos olhares mais ela ainda estava com ele e eu pensava que ela estava feliz e não queria estragar isso. Passado um tempo me atacou outra crise e resumindo segui pra uma internação mais severa agora aqui no sudeste e parei com o uso de drogas pra não atacar crise de novo. Fiquei um ano focado em trabalhar e cuidar de mim se manter relação amorosa com ninguém, isso foi ano passado. Um amigo em comum que namora uma amiga dela me disse que esses dias elas estavam conversando sobre mim, que ela aparentemente estava tendo um mal relacionamento com o namorado dela e disse que ela nunca me esqueceu e que gostava de mim depois de todo aquele tempo. O amigo me disse pra mandar mensagem pra ela, passado alguns dias eu criei coragem e mandei um oi pra ela no wpp. Sem resposta eu pensei, ela deve estar se acertando com ele, melhor eu deixar quieto. Passado mais alguns dias respondi um storie do instagram, não passou muito ela me respondeu com um emoji, logo voltamos a nos falar cada vez mais e mais. Perguntei se ela tinha terminado e ela disse que sim, antes de agente voltar a se falar ainda. Numa sexta feira tomando uma cerveja ela me disse que ia dar com o irmão, eu sem muito o que fazer chamei ela pra tomar uma em casa onde nos conhecemos, e ela aceitou e veio pra minha casa, já com a intenção de ficarmos, pois havíamos conversado por mensagem. O reencontro foi algo muito especial pra mim, algo que eu não consigo explicar. Ela passava quase a semana em casa, e quando ia pra casa dela trocava-mos mensagem do amanhecer ao anoitecer, eu achava me sentia muito pressionado mas sentia que ela precisava disso pois ela havia mencionado que também tinha parado de usar drogas que ocasionaram em crises de Pânico ou ansiedade não sabemos ao certo pois ela não quis ir ao médico saber sobre. Ela vinha tendo crises com certa frequência e eu sempre ajudei como pude, quando estava longe eu tentava distrair-la, quando perto abraçava, conversava, contava algo engraçado até passar tudo. Com um mês pedi ela em namoro durante uma festa que fazíamos em casa, ela aceitou, ficou emocionada ao meu ver, pois havia relatado que ninguém nunca tinha feito aquilo com ela, pusemos as alianças e comemoramos aquele dia. Ela passava muito tempo em casa e eu e meu irmão estávamos desempregados no momento, logo conversamos que ela vinha um dia da semana pra casa e nos fins de semana pra não pesar pra ninguém como havia combinado com meu irmão, conversei com ela e foi sem problema mas sempre ela inventava algo como está tarde ou vai chover ou que se sentia bem em casa comigo, pois o pessoal de casa sempre gostou dela e tratou ela super bem, entao eu ficava sem jeito de pedir pra ela ir pra casa dela. Mas sempre expliquei pra ela que quando eu pudesse eu traria ela pra morar comigo aqui, ela sempre ajudou como podia, não tinha dinheiro pois não trabalhava e eu ainda estava sem serviço pois nosso negócio estava parado por conta da troca de estação. Passando algum tempo realizamos a venda de um imóvel rural, recebi um bom valor da minha parte e sempre combinamos que quando o negócio voltasse a rodar iríamos trabalhar pra fazer esse dinheiro render então decidi pegar o resto das coisas dela , até isso acontecer aproveitamos muito, bebemos muito e curtimos muito, sempre comprei coisas pra comer sem necessidade, porém comprei muita coisa necessária também como roupas pra nós dois, comprei maquiagem pra ela, escova progressiva pro cabelo, trocamos de celular, comemoramos aniversário fomos em festas antes dessa pandemia é claro, aos pouco vi ela ficar cada vez mais linda de que quando a conheci. No caminho dessa curtição sempre reparei nas atitudes dela comigo, principalmente quando bebia ela me desagradava com certas atitudes, eu ficava extremamente magoado com aquilo e sempre me abri com ela e expliquei que aquilo me magoava muito. Coisas como, você tá parecendo meu ex, amigos que dava em cima dela eram melhores que eu, ou em certa conversa expliquei pra ela que ela me devia respeito, pois sempre respeitei ela e fiz o que ela queria, ela nunca teve quem fizesse essas coisas por ela, então eu fiz tudo na melhor intenção e felicidade por fazer ela feliz, ela me disse que não tinha por que me respeitar. Nós não éramos mais namorado, ela já estava morando comigo há mais de 4 meses, éramos praticamente marido e mulher, claro que tinha que ter respeito um pelo outro poxa. Sempre tivemos biometria do celular um do outro como sinal de confiança mas nunca olhei seu celular, uma vez ou outra só quando queria saber oque tanto fazia ali, e ela fazia também quando eu dormia eu acho, pois não via ela mexendo, até aí normal, apesar dos apesares sempre nos demos muito bem e eu achava que éramos felizes. Mas de nesses últimos 2 meses, reparei que ela já não se divertia muito diretamente comigo, só quando não tinha mais ninguém mesmo, se tivesse algum parente dela ou meu bebendo com a gente ela era totalmente radiante e feliz. Se eu for parar pra contar tudo que eu reparei com certeza vai ficar muito maior esse texto.. Continuando, mais precisamente a umas 3 semanas fomos a um aniversário do cunhado dela que eu sempre vou considerar como se fosse da minha família, inclusive sou muito grato a ela por ter conhecido ele e também a minha cunhada que é namorada dele e irmã da D. Enfim fomos a festa e chegando lá estava a família do aniversariante a mãe e os irmãos que eu conhecia aliás, tem um deles especificamente denominado J. Que ela sempre me falou mal, dizia que quando ele estava com a namorada ele era c..são e dava ânsia cada vez que ouvia o nome dele, porem recentemente a parceira dele largou dele e foi embora do estado. Até aí tudo bem, ele foi super simpático comigo, porém notei ela muito simpática com ele. Naquela noite fiquei assando carne na garagem em baixo onde se encontrava a maioria do pessoal, e ela distante de mim, direto lá em cima conversando com os irmãos do cunhado e nada de me dar atenção, percebi mas nem falei nada pra não ficar um clima chato na festa e nem começar uma briga com ela. Festa acabando chamei ela pra ir embora que a irmã dela ia levar a gente, ela estava jogando futebol no game com os irmãos do cunhado dela, e não me deu ouvidos direito, disse que estava vendo alguém jogar, eu falei vamo que o carro tá ligado já, ela disse que já ia, desci e falei pra irmã dela chamar que ela não queria vir, a irmã subiu, logo ela desceu, ao sair do portão torceu o pé, estava bem embriagada, todos estávamos, durante o caminho veio dormindo e chegou em casa subiu as escada deitou na nossa cama e logo adormeceu. No domingo ela acordou com o pé super inchado me chamou e eu perguntei se ela queria ir ao hospital ela disse que não, depois disso no meio do dia meu sogro liga pra ela perguntando se não queria ir na casa dele, disse que era melhor não ir por casa do pé, ela não gostou então fomos mesmo assim, bebemos rimos muito aquele dia, tudo normal, chegando em casa cuidei dela devido a pé e ficamos de boa, estava tudo normal aparentemente, na segunda ela ficou o dia inteiro no quarto devido ao pé inchado, na terça disse que iria na irmã dela e que a mãe ia lá e queria passar o dia lá, normal pra mim, antes de sair meu irmão havia pedido pra ela separar algumas peças que foram vendidas, ela disse que faria assim que chegasse. Na sexta feira antes disso meu avô havia sofrido uma queda e bateu a cabeça forte, no sábado do aniversário ele havia passado mal da pressão e ido ao hospital, desde então eu já estava aflito com essa situação e ela nem pra perceber, foi mesmo assim pra casa da irmã, no meio do dia me manda uma mensagem dizendo que o pé inchou, perguntei pra onde tinha andado ela disse que tinha ido ao mercado de apé, já fiquei meio irritado, pois há algum tempo ela já não ajudava nas tarefas de casa direito, coisa que sempre fiz independente de estar trabalhando ou não, paras as obrigações fazia corpo mole, pra se divertir era a primeira a agitar, blz. Me mandou uma foto do pé inchado, logo em seguida falei "quero ver essa disposição aqui em casa" e mandei uma palminha sobre a foto. Meu avô havia ido ao médico e eu estava extremamente preocupado. Não conversamos o resto do dia, mais ao anoitecer ela chega em casa me dizendo que tinha que voltar lá na irmã pra cortar a franja, só olhei e não respondi, por tamanha indignação com as preocupações minhas comparadas com as dela, que já não se importava muito com o que eu sentia e afins. Depois daquele dia ela se fechou e não saia do quarto nem pra comer, e direto eu vinha ver como ela estava, quando ela não estava vendo algo no celular estava jogando com o J. quem ela sempre falou mal, e estava rindo com o cara, toda hora conversando, e comigo nada de conversa, ia dormir tarde conversando no wpp e jogando, rindo com os outros e eu nada, fui ficando extremamente magoado e nervoso com isso tudo, cheguei a ter batedeira e tremedeira de nervoso, sensação de desmaio, fraqueza, decidi então ocupar a cabeça com serviço, enquanto ela ficava no quarto isolada falando só com quem ela queria eu me distraia com outras coisas. Na sexta feira resolvi puxar assunto com ela no wpp, já que ela não saia de lá, logo ela me respondeu e conversamos, disse a ela que não dava pra continuar desse jeito e ela concordou, eu também disse que desconfiava que havia algo errado ( mais uma coisa de intuição ou pressentimento não sei explicar) , ela me disse que eu tava viajando já, um pouco também é pelo fato de ela colocar o celular debaixo do travesseiro antes de dormir, coisa que nunca aconteceu e eu achei estranho mas nem falei sobre isso, durante a conversa me disse que tinha uma bagunça dentro dela que a vida dela era um caos e não queria me envolver nisso tudo, que cansou de fingir que tava bem e precisava pensar na vida, que tinha que ficar um tempo sozinha pra ver oque ela tava fazendo da vida dela????? Como assim? Depois de tudo que passamos que "conquistamos" , tudo que curtiu , dizia que me amava e eu também dizia, aliás ainda amo, cadê aquele amor todo que tinha me dito que tinha? Que nunca me esqueceu? Que eu era a melhor coisa que tinha acontecido na vida dela? Que eu era o homem que ela pediu pra Deus? Que eu ninguém tratou ela como eu tratei? Passou mais um dia, enfim logo ela mudou de assunto e desceu ajudar minha cunhada com umas coisas de casa, foi até mim, disse que me amava, me deu um beijo, e disse que havia melhorado um pouco, mais a tarde eu ainda trabalhando perguntei a ela, e aí tá de boa? Ela me respondeu.. Sinceramente não tô não.. Disse a ela que a hora que eu subisse conversaria Ela perguntou se podia chorar, pois estava com uma vontade gritante fazia tempo Disse que sim, que as vezes tudo que precisa é desabafar e fazer isso mesmo Eu subi, cheguei no quarto e liguei a TV e coloquei algo pra tocar num volume mais ou menos, abracei ela bem forte deitado na cama, e senti ela chorando bem baixinho pra não perceber, ali eu me senti muito mal mas muito mesmo, porém a gente havia conversado e ela me disse que não foi nada que eu tivesse feito ou falado pra ela, do contrário, era coisa dela e ela não queria me envolver, enfim ela terminou de chorar veio até mim e nos beijamos intensamente, sentou no meu colo e continuou me beijando, cheguei a pensar que transariamos. Ela saiu de cima e estávamos conversando sobre nada específico que envolvesse nossos sentimentos, ela me perguntou se eu tinha entrado no jogo que sempre jogamos juntos pra coletar recompensas eu disse que não e pedi pra ela pegar meu celular pra eu poder fazer isso, entrei lá e logo o J. estava online e me chamou pra jogar, joguei com ele na boa pq já tinha combinado, e perguntei a ela se ela queria jogar, sem hesitar ela entrou com a gente, jogamos até altas horas e foi bem divertido. No dia seguinte estávamos conversando normal e tudo até que um amigo em comum avisou que teria um churrasco de aniversário na casa dele a noite e teria chamado também a irmã dela e o cunhado, logo encaminhei pra ela e ela disse que tinha combinado almoço na casa da mãe do cunhado dela onde reside o J., falei mais eu nem sabia que se tinha combinado isso, e outra dava pra ficar pra outro dia, já percebi que ela não gostou e parou de falar comigo, subi no quarto pra trazer comida pra ela pois ela não havia saído do quarto, cheguei ainda amoroso e disse comprei algo pra você comer, ela disse que não tava com fome e não olhou na minha cara, pensei poxa denovo isso..algum tempo depois entrei no quarto ela rindo e jogando denovo com o mesmo cara, enquanto eu resolvia as coisas pro aniversário e trabalhava. Pouco antes de me arrumar entrei no quarto a mesma situação, não me senti mal exatamente por ela estar jogando e rindo com ele, fiquei meio chateado por que ela me ignorava. Enfim varou a tarde jogando e tive que pedir pra ela se arrumar se não nós atrasariamos, fez cara e se arrumou, e seguiu seca e meio calada igual a semana inteira, fomos para a festa.. Chegando lá se divertiu e tirou foto com todo mundo menos comigo..depois de um tempo ela me disse que estava passando mal e queria ir embora, trouxe ela em casa que é perto e pedi pra ela comer algo quando chegasse pra não acordar passando mal com dor de cabeça Ali eu tomei a decisão de fazer como se fosse um dia em que eu pudesse extravasar, Bebi como se não houvesse o amanhã, fui até 10 horas da manhã bebendo.. chorei muito desabafei muito com a minha cunhada que sempre foi parceira e amiga em tudo, inclusive da D. Subi e descansei, não vi ela acordar e quando acordei ela estava no banheiro, desci e continuei bebendo e pensando em tudo. Fiquei o dia sem inteiro sem entrar no quarto..quando entro me deparo com ela mais uma vez jogando e rindo com o cara, depois disso comecei a tremer e sentir batedeira denovo. Conversei com alguém e fui tomar um banho pra acalmar. Funcionou, entrei no quarto e acho quel ela percebeu que eu saí nervoso logo ela saiu do jogo. Na segunda feira ela ia repetir o mesmo esquema da semana passada e ia me ignorar..passei o dia inteiro pensado sobre o que fazer e como fazer e decidi subir pra conversar. Cheguei no quarto ela estava com a toalha ao lado..perguntei se ela iria se banhar ela seca me disse "vou"... Disse que a hora que ela voltasse precisaríamos conversar.. Ela voltou do banho e sentou na cama e disse.. Vai solta a letra.. Já rebati..é assim mesmo que você fala? Tem certeza que quer começar uma conversa assim? Ela disse não,, foi mal diz aí oque se quer Perguntei eai? As coisas vai ficar assim mesmo? Se não quer falar comigo, só ri e conversa normal com os outros? Ela disse eu não tô falando com ninguém 🙄 Já parei a conversa e falei ... Ó assim não dá nao...faz um favor e só arruma outro lugar pra você ficar e pode ir embora.. Sem hesitar ela disse hoje mesmo eu faço isso! Me doeu muito ter que dizer aquilo.. Mas para ela foi como se já tivesse esperando.. Então me dirigi a porta e disse, me faz um último favor? Ela disse hum? Falei.. Isso que você fez comigo, não faz com o próximo não.. é feio e é muito errado... Ela balançou a cabeça e disse... Tá bom Desci e fiquei inquieto lá em baixo, minha vontade era subir e falar tudo que estava e estou sentindo agora.. Ela me pediu pra ajudar a encontrar as chaves da sua casa, subi e quando abri a porta ela estava sentada chorando muito...aquilo me partiu o coração, mesmo assim encontrei as chaves e entreguei a ela.. Sentei ao lado dela quieto e esperei pela carona dela.. Pouco antes de ir me pediu um abraço. Nós abraçamos e nos beijamos uma última vez e enfim ela foi embora.. No dia seguinte atualizou seu status pra solteira nas redes sociais e posta indiretas como coisas do tipo a dar entender que já está em outra e isso tem me magoado profundamente.. Eu tenho tanto ainda pra falar..mas estou digitando faz horas.. Fica aqui um desabafo +
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